
A longo prazo, a projeção da entidade é de que o parque industrial nacional deve ampliar sua capacidade dos atuais 2,5 milhões de unidades por ano para 4 milhões. Segundo Paulo Takeuchi, presidente da associação, o nível representaria a maturidade da produção nacional.
Com isenção de IPI, imposto de importação e ICMS local, proporcional ao número de trabalhadores empregados, a zona Franca de Manaus serviu de atrativo para fabricantes de motos se instalarem no Brasil. A região abriga hoje 11 fábricas e tem dez projetos aprovados para serem instalados no prazo máximo de dois anos.
Antes da crise financeira o setor de motos crescia a um ritmo de 20% ao ano. Interessadas na crescente demanda, muitas empresas instalaram-se no Brasil. O mais provável é que o setor passe por um reajuste e sofra redução no número de players.
“Muitos dos que chegaram para aproveitar a boa maré não devem permanecer no país. Vai haver uma seleção natural: sem qualidade, competência e bom atendimento ninguém se sustenta no mercado”, avalia o diretor executivo da Abraciclo, Moacyr Alberto Paes.
Busca por melhorias
A Abraciclo está à frente de ações para melhorar a imagem das motocicletas no Brasil e aumentar a competitividade do país no mercado externo.
Junto com o governo federal, a entidade estuda a criação de uma política de desenvolvimento produtivo específica para a produção de motos. “Precisamos disso para competir internacionalmente”, afirma Paulo Takeuchi, presidente da entidade.
No mercado interno o primeiro passo é a regulamentação do motofrete e do mototaxi, que deve acontecer em alguns meses. Aumentar o respeito entre pilotos e motoristas também é uma estratégia. “Precisamos conscientizar a sociedade e promover a harmonia entre os veículos na cidade”, explica Takeuchi.