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100% brasileiro, EcoSport revela capacidade da Ford Brasil para mercado global

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cria

30 ago 2010

4 minutos de leitura

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Redação AB

Em meio a um cenário industrial com grandes dificuldades para obter mão de obra especializada, como apontaram Edgard Pezzo, da General Motors, José Manoel Fernandes, da ArvinMeritor, e Osias Galantine, da Fiat, durante o simpósio SAE Brasil Tendências e Inovação na Indústria Automobilística, a Ford relata que parte do sucesso de seus negócios está pautada na formação contínua de seus colaboradores.

Marcos de Oliveira, presidente da Ford Mercosul, revelou que atualmente possui 1.200 funcionários focados no desenvolvimento de produtos. E uma das premissas da marca é manter o crescimento pautado em formação. “Vamos melhorar a nossa expansão com engenharia eficiente, o que possibilita a qualidade dos nossos veículos”, disse.

Segundo ele, o mercado brasileiro vive um momento de “deflação no preço dos automóveis”, mas o custo da mão de obra ainda é grande. E, para o executivo, esse é um grande desafio da indústria automotiva.

Oliveira ressaltou que o déficit de engenheiros é uma preocupação para o futuro, inclusive porque a indústria disputa profissionais com outros segmentos da economia. Octávio de Barros, diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, mencionou que, em uma área da instituição financeira, 50% dos profissionais são engenheiros.

Por isso, a Ford prioriza a formação de mão de obra, conta Oliveira. O executivo conta que a montadora possui um programa de cooperação com o Senai para formação profissional em Camaçari, na Bahia. “Temos sido pro-ativos nesse sentido”, comenta. O presidente avalia ainda que iniciativas assim devem ser tomadas pela indústria como um todo.

Além disso, a empresa tem um programa de extensão universitária em gestão de negócios e projetos. Dessa forma, proporciona a possibilidade de crescimento profissional do funcionário. “A Ford tem acesso a tecnologia no mundo inteiro. Engenheiros do exterior contribuem com a formação brasileira e profissionais são encaminhados para outros países para a formação acadêmica e técnica. A busca por profissionais cresce e a formação é fundamental não apenas no setor privado”, completa.

Hoje, uma parcela de engenheiros que trabalha na Ford é terceirizada. Para Oliveira, “isso dá a possibilidade para atender picos e vales e é uma oportunidade para que profissionais especializados agreguem mais valor aos produtos da engenharia brasileira”.

Desta forma, o executivo afirma que a nova geração do EcoSport, 100% nacional, ainda sem data certa para chegar ao mercado, é a prova da capacidade da indústria brasileira na construção veículos em plataforma global. “O EcoSport demonstra que a engenharia brasileira é capaz”, diz.

Toda essa expertise em formação profissional resulta em qualidade, de acordo com Oliveira. Na América do Sul, os reparos dos veículos caíram 63% ao longo dos últimos quatro anos. Questionado sobre a exportação prioritária da Ford Brasil ao mercado da América Latina, o presidente da empresa relata que o “custo (dos veículos) para outros mercados é muito caro com a moeda valorizada. Isso não quer dizer que o produto não tem qualidade para outros países”, pontua.


Futuro

“O Brasil é o centro do Universo”. Com a frase de Alan Mullaly, presidente mundial da Ford, Oliveira falou das expectativas para o País. Comentou que neste ano a marca chegará a 350 mil unidades produzidas e vendidas – alta de 10,3% sobre 2009.

Segundo ele, o “investimento será pautado em novos produtos, tecnologias, capacidade produtiva e expansão das fábricas”. Oliveira salientou que a planta de São Bernardo do Campo, em São Paulo, é “essencial para estratégia da Ford no mercado latino-americano”. Mesmo sem mencionar valores, o executivo disse que a Ford já reserva investimentos para a planta.

Em razão da alta demanda do mercado, a unidade fabril de São Bernardo do Campo vai aumentar a produção de veículos. Oliveira contou que a unidade está contratando 100 funcionários para a linha de produção. Além disso, a montadora inovará a linha Cargo com novos modelos.

Questionado sobre a concorrência com as empresas asiáticas no mercado brasileiro, Oliveira disse que a companhia não se assusta. “Concorrência é concorrência. As montadoras evoluíram muito ao longo dos últimos anos. Não podemos nos preocupar com uma única marca, mas olhar para todo o mercado”.