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5 momentos marcantes dos 30 anos da Audi no Brasil

Marca ergueu fábrica e realizou ações de marketing inusitadas em três décadas de história no país
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Vitor Matsubara

28 mar 2024

5 minutos de leitura

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A Audi completa, em 2024, 30 anos de atividades no Brasil. A empresa estreou por aqui em 1994 pelas mãos de Ayrton Senna. O tricampeão mundial de Fórmula 1 foi o responsável por trazer a então desconhecida marca alemã para cá por meio da importadora Senna Import.


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Desde então, a fabricante acumula diversos fatos marcantes em sua história, incluindo a produção nacional de veículos em duas ocasiões. Para relembrar um pouco da história da Audi no Brasil, nós relembramos cinco momentos emblemáticos da empresa em solo brasileiro.

1) Chegada com Senna e muita festa (1994)

Um enorme evento foi organizado em um hangar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), para marcar a chegada da Audi ao Brasil. Então uma ilustre desconhecida por aqui, a empresa ganhou notoriedade por causa de seu representante oficial no país: Ayrton Senna da Silva.

Dono de três títulos mundiais de Fórmula 1, o piloto liderava a Senna Import, que era a representante oficial da Audi por aqui. Na festa de lançamento, o apresentador Jô Soares desembarcou de um avião cargueiro da Varig a bordo de um Audi 80 conversível para encontrar Senna, que estava no palco ao lado do sedã Audi 100.

Mais tarde, o tricampeão mundial usaria uma perua S2 para seus raros deslocamentos enquanto estava no Brasil. O veículo é preservado até hoje em perfeito estado de conservação por Leonardo Senna, que era sócio de Ayrton na importadora. Foi o próprio Leonardo, inclusive, que assumiu as rédeas da empresa após o trágico falecimento de seu irmão.

2) Crash test ao vivo (1995)

A Audi ainda não era tão conhecida quando decidiu realizar uma ação para lá de inusitada em 1995. Por ideia do saudoso assessor de imprensa Charles Marzanasco Filho, a empresa fez um crash test ao vivo no Sambódromo do Anhembi, a poucos metros de onde aconteceria o Brasil Motor Show, evento que era realizado em anos ímpares para alternar com o Salão do Automóvel.

Após trazer uma estrutura completa diretamente da Alemanha, a Audi destruiu um A6 novinho para demonstrar toda a segurança do sedã. O evento foi transmitido ao vivo na televisão e rendeu uma exposição enorme para a marca alemã na mídia.

3) Produção nacional (1999-2005; 2015-2020; 2022-)

Mesmo sem Ayrton, a Senna Import seguiu administrando a Audi no Brasil até 1999, quando a matriz decidiu assumir as operações por aqui. Juntamente com essa decisão veio um anúncio que mudaria a história da empresa no país. A Audi decidiu nacionalizar o hatchback A3, que seria produzido em uma moderna fábrica de São José dos Pinhais (PR) ao lado de seu “primo” de projeto, o Volkswagen Golf.

Logo o A3 virou um dos sonhos de consumo do brasileiro e vendeu feito pão quente. A popularidade do modelo alavancou a imagem da Audi, que já vinha crescendo de forma a ameaçar as compatriotas BMW e Mercedes-Benz. Apesar de ser um enorme sucesso, o A3 deixou de ser fabricado localmente em 2005, quando a chegada da nova geração, muito mais sofisticada, inviabilizou a nacionalização do hatch.

Em 2015, a Audi voltou a produzir carros no Paraná. A3 Sedan e Q3 foram os modelos escolhidos, sendo que o SUV deixou de ser fabricado localmente em 2019 e o sedã em meados de 2020. A retomada da “produção” em São José dos Pinhais aconteceu apenas em 2022, com a nova geração do Q3 nas carrocerias SUV e Sportback, porém, em sistema SKD: nem mesmo os pneus são feitos aqui.

4) Neymar ‘rouba’ R8 no Salão do Automóvel (2012)

Desde a sua chegada ao Brasil, a Audi ganhou notoriedade por realizar ações de marketing bastante inovadoras. 

Uma das mais ousadas ocorreu durante o Salão do Automóvel de São Paulo de 2012, quando a principal estrela da marca era o belo R8 GT Spyder. Apesar das linhas sedutoras e dos 560 cv do motor V10, a Audi achou que precisava fazer algo diferente para destacar seu superesportivo.

Foi aí que Charles Marzanasco (novamente ele) propôs a realização de um test-drive “democrático”. Qualquer pessoa que visitasse o Salão do Automóvel poderia dirigir um dos carros da Audi, inclusive o R8 GT Spyder – um carro avaliado à época em R$ 1,2 milhão.

Como você já imaginou, não faltaram interessados, que chegaram a madrugar na fila para retirar a senha que garantia o direito de conduzir um Audi por um trajeto de 15 quilômetros em volta do Pavilhão de Exposições do Anhembi, onde acontecia o Salão.

O R8 GT Spyder fez tanto sucesso que atraiu até a atenção do jogador de futebol Neymar Jr. Poucos instantes após deixar o Anhembi, onde participou da apresentação do novo Volkswagen Gol (ele era o garoto-propaganda da marca), o jovem foi convidado a dirigir o carro. Aceitou, sob a condição de que pudesse voltar para Santos com o veículo.

Após deixar o R8 cupê que usava para circular pela capital paulista, Neymar desceu a serra com o R8 GT Spyder, que só voltaria ao Salão no dia seguinte após insistentes telefonemas para o staff do jogador. A peripécia virou manchete em toda a imprensa, que sugeriu que Neymar havia “roubado” o R8.

Sorte da Audi, que ganhou exposição gratuita na mídia e virou o centro das atenções no Salão do Automóvel. Afinal de contas, nos dias seguintes, todo mundo queria conhecer de perto (e dirigir) o tal do “carro do Neymar”.

5) Programa de assinatura de carros de luxo (2020)

A Audi foi a primeira fabricante de luxo a lançar um serviço de assinatura de veículos. O Audi Luxury Signature surgiu em 2020 com a oferta dos modelos A6, A7, Q8 e o SUV e-tron (atualmente Q8 e-tron).

A franquia previa um limite de rodagem de 2.000 km por mês, com custos de seguro, IPVA, licenciamento, assistência 24 horas e manutenção preventiva inclusos no valor da mensalidade. Opcionalmente, o cliente pode solicitar a blindagem de seu Audi.