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500 mil carros: Chery planeja virada no Brasil com volume de vendas similar ao da Fiat

Com estratégia multimarcas e expansão industrial, montadora chinesa quer ganhar escala e disputar liderança no mercado brasileiro

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Bruno de Oliveira

06 ago 2026

3 minutos de leitura

Mr. Hu, CEO da Chery International: estratégia multimarca para crescer no Brasil (Foto: Divulgação)

A Chery está de volta ao páreo. A empresa traçou um plano para em 2031 registrar um volume de vendas de 500 mil carros no Brasil, algo que, hoje em dia, só a Stellantis com a marca Fiat consegue. O plano envolve se tornar também uma house of brands e, por meio de lançamentos em diversos segmentos, aumentar a sua participação no mercado doméstico.

Na quarta-feira, 5, a empresa fez uma série de revelações em evento realizado em São Paulo (SP), que contou com a presença de Mr. Hu, CEO da Chery International. O que fora anunciado parece ser a pá que enterrou um passado de resultados tímidos, quando a Chery era apenas uma marca chinesa instalada em Jacareí (SP) tentando dias melhores no mercado com produtos que não caíram no gosto do brasileiro.

Chegam no ano que vem por aqui os veículos das marcas subsidiárias Lepas e iCaur. Em 2028, desembarcam os modelos das marcas Exeed, Luxeed e Freelander. Elas se somam às marcas irmãs que já estão no país, como a Omoda, Jaecoo e Jetour, além dos modelos produzidos e vendidos em parceria com a Caoa Montadora.

Produção local será fundamental para atingir a meta

Para sustentar um volume de vendas da ordem de meio milhão de unidades, importações apenas não bastam, nem são viáveis do ponto de vista dos custos.

Para isso, a companhia corre para desenhar uma estrutura produtiva no país, a qual poderá contar com mais de uma fábrica.

“Só conheço hoje uma fábrica no Brasil capaz de produzir esse volume”, disse vice-presidente executivo da Omoda & Jaecoo no Brasil, se referindo à fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP), onde trabalhou por décadas.

Além da Volks, a Stellatis também conseguiu volume similar no ano passado na fábrica que mantém em Betim (MG), onde são produzidos modelos Fiat.

“Para atingir volumes como esse, a única alternativa seria a produção local. Para 500 mil unidades, essa é a única alternativa. Então temos trabalhado intensamente nesse sentido. Posso dizer que estamos avançando bem nessa questão”, contou Corassa na oportunidade. O executivo, que assumiu a posição no país este ano, tem como uma das suas prioridades encontrar o melhor lugar no país para produzir veículos das marcas da Chery.

Incentivos também pesam na decisão

O executivo disse que a empresa segue avaliando os incentivos que uma eventual produção local poderá desfrutar. Menciona, inclusive, incentivos que a Chery poderia ter recebido no passado quando se instalou no Brasil.

“Há muitas coisas acontecendo. Primeiro, não se trata apenas de uma instalação pronta como prioridade. O pós-instalação de novas marcas no Brasil depende muito de onde elas se instalam, pois isso impacta diretamente a competitividade. São incentivos que já existiam e foram confirmados no passado por outras marcas. Quando uma nova empresa chega, ela consegue absorver esses incentivos diretamente”, comentou o executivo.