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5G chegará a todas as capitais brasileiras até julho

Essa é a primeira meta do contrato assinado nesta terça pelas empresas vencedoras do leilão
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Victor Bianchin

08 dez 2021

2 minutos de leitura

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Nesta terça-feira (7/12), o governo federal assinou os contratos do 5G com as dez empresas vencedoras do leilão. Estiveram presentes na cerimônia no Palácio do Planalto o presidente Jair Bolsonaro, o ministro das Comunicações, Fabio Faria, os conselheiros da Anatel e representantes das dez companhias.

Com isso, as empresas têm até julho de 2022 para cumprir a primeira meta estipulada no contrato, que é a de oferecer o serviço em todas as capitais do país. “Até meados do ano que vem, todas as capitais terão 5G”, declarou Bolsonaro. “É um salto nas comunicações no Brasil e na internet das coisas. Para o comércio, isso não tem preço”, afirmou. A previsão para as demais cidades do Brasil é que o sinal chegue gradativamente até 2029.

Posteriormente, outras metas precisarão ser cumpridas, como a criação de uma rede de dados privada para o governo federal, a oferta de internet para regiões rurais e afastadas onde o serviço ainda não existe, instalação de fibra ótica em 72 mil escolas públicas e disponibilização de sinal em 35 mil km de rodovias federais, entre outros objetivos. 40 milhões de brasileiros que ainda não têm acesso à internet serão beneficiados.

Para cumprir essas metas, as empresas irão investir R$ 42,4 bilhões, maior parte do valor arrecadado com o edital, que foi de cerca de R$ 47 bilhões. 

Das faixas leiloadas, duas delas serão destinadas exclusivamente ao 5G: a de 3,5GHz e a de 26GHz. Já as faixas de 700 MHz e de 2,3 GHz serão inicialmente usadas para expandir o 4G pelo país e depois podem ser usadas para o 5G. Veja nossa reportagem sobre as mudanças que a tecnologia irá trazer.

Com a assinatura dos contratos, cinco empresas já têm autorização para prestação de serviço móvel pessoal: Algar Telecom, Claro, Telefônica (dona da Vivo), TIM e Sercomtel. As outras cinco empresas (Winity, Cloud2U, Consórcio 5G Sul, Brisanet e Neko) não necessariamente se tornarão prestadoras de serviço móvel, pois podem alugar sua frequência arrematada para outras operadoras, as quais irão, essas sim, ofertarem o serviço.

Em novembro, após a homologação dos resultados do leilão, a Anatel criou dois grupos de trabalho para definir projetos e acompanhar o cumprimento de algumas das obrigações previstas no edital do 5G: o Grupo de Acompanhamento do Custeio a Projetos de Conectividade de Escolas (Gape) e o Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz (Gaispi). O primeiro vai monitorar a instalação do 5G nas escolas e o segundo vai observar a migração do sinal das TVs parabólicas.