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.44magnum

66% dos carros blindados em 2010 eram de SP

Redação AB
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23 mai 2011

3 minutos de leitura

A Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) revela que 7.332 veículos receberam blindagem em 2010, um aumento de 5,86% na comparação com 2009, quando 6.926 carros receberam a proteção. “A pesquisa revela que a sensação de insegurança, juntamente com o aumento da criminalidade, foi o grande motivador do cidadão na busca pela proteção blindada”, afirma Christian Conde, presidente da entidade.

Ele explica que a aplicação de blindagem vem ocorrendo também fora do eixo Rio-São Paulo, em consequência do aumento da violência em outras capitais do país. “Estimulado pela melhora na economia, o setor obteve resultado recorde”.

A blindagem mais praticada no mercado é a de nível III-A, que suporta até tiros de pistolas 9 mm e revólveres .44 Magnum. “Essa opção é a mais adequado ante a realidade enfrentada nos grandes centros, pois garante proteção contra as maiores ameaças de armas curtas de fogo, como revólveres, pistolas e submetralhadoras existentes nas mãos da criminalidade”, diz o executivo da entidade.

São Paulo lidera o ranking das aplicações, com 66%, seguido do Rio de Janeiro, com 20%. Vêm a seguir Pernambuco e Paraná, com 3% e 2%, respectivamente. Os outros 9% estão distribuídos entre os estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Rio Grande do Sul.

A pesquisa da entidade também revela o perfil do usuário de blindagem em 2010. A maioria das encomendas (65%) vem de homens, entre os quais 22% têm de 50 a 59 anos. Já com relação às mulheres usuárias da proteção balística (35%), a maior parcela, ou 30%, está na faixa de 40 a 49 anos. Do universo total dos usuários, 85% são executivos ou empresários; artistas/cantores, 3%; juízes, 3%; políticos, 2%; outras ocupações (7%) completam o perfil.

Entre os carros mais blindados no ano passado, de acordo com a Abrablin, o Corolla, da Toyota, foi o campeão – o que acontece desde 2004. O Santa Fé, da Hyundai, e o Freelander, da Land Rover, além do modelo Hillux SW4, da Toyota, também figuram no rol dos veículos mais blindados.

A pesquisa foi feita com a participação de 31 blindadoras filiadas à entidade, que representam 75% da produção total de veículos blindados no Brasil.

Custos do serviço

O custo médio para blindar um veículo em 2010 foi de R$ 47.900,00. O valor é estimado porque a definição do preço desse tipo de serviço varia em decorrência de fatores como o nível de dproteção, tamanho do veículo, tipo de material utilizado: proteção com aço é mais barata do que com mantas de aramida. O projeto de blindagem e o know-how da blindadora e de seus profissionais complementam complementam a composição do preço.

O processo de blindagem automotiva é complexo e envolve mão de obra especializada, segundo a Abrablin. Para a instalação dos materiais, é preciso que algumas partes do carro sejam desmontadas. O nível de blindagem é o que determina as características dos vidros, painéis balísticos e chapas de aço a serem usados. Esses materiais são preparados e moldados de acordo com cada tipo de veículo.

Algumas partes recebem atenção especial, como a junção das portas com as bordas dos vidros, onde deve ser previsto o recobrimento de aço. Concluída a instalação dos materiais, o revestimento interior é recolocado no veículo para que o acabamento mantenha a aparência original.

O processo completo de blindagem demora, em média, 30 dias. “Cada blindadora tem um projeto específico. O mais importante é que tanto a parte opaca (lataria) quanto a parte transparente (vidros) recebam a proteção, lembrando que a blindagem parcial é proibida pelo Exército”, diz Conde.