
A Toyota Hilux é um fenômeno no Brasil. Afinal de contas, poucos modelos conseguem se manter no topo mesmo depois de tantos anos de estrada – e com rivais mais modernos por aí.
Automotive Business passou alguns dias com a Toyota Hilux SRX para descobrir os motivos da liderança absoluta da veterana picape. As respostas você encontra a seguir.
1) Robustez de sobra
Talvez você nem goste da Hilux, mas admita: poucas picapes parecem (e são) tão robustas como ela. A Hilux transmite solidez ao volante, algo que muitos clientes de picapes apreciam neste tipo de veículo.
É verdade que isso acaba prejudicando um pouco o conforto em determinadas situações, mas, ora… Se você quer um carro confortável, um veículo feito originalmente para transportar carga não parece ser a melhor escolha.
A Hilux se dá bem no asfalto e vence pisos escorregadios sem dificuldade. A tração nas quatro rodas tem reduzida e acionamento por um seletor giratório. A picape também tem bloqueio do diferencial traseiro e controle de velocidade em descidas.
Caso você precise levar carga, saiba que a Toyota Hilux SRX Plus leva até 1 tonelada.
2) Design ainda agrada, apesar da idade
A atual geração da Hilux acaba de completar uma década. Mesmo assim, o design não está tão envelhecido como o tempo sugere – pelo menos do lado de fora.
O design frontal foi atualizado em 2018 e ganhou mudanças pontuais desde então. A estreia de novas versões, como a GR-Sport em 2022 e a SRX Plus em 2023, contribuiu para manter a picape atualizada.
3) Cabine entrega projeto defasado
Se por fora a Hilux disfarça a idade, por dentro a história é diferente. A ergonomia não é das melhores e algumas soluções já estão defasadas. É o caso do quadro de instrumentos analógico com uma pequena tela de TFT entre os mostradores. Algumas competidoras já oferecem telas enormes com visual muito mais atraente e facilidade de encontrar informações.
A central multimídia tem uma tela de nove polegadas que já não parece imponente como antes, uma vez que rivais como a Ford Ranger estão alguns passos à frente em entretenimento e conectividade a bordo. Isso sem contar o arcaico reloginho digital entre as saídas de ar-condicionado, que parece ter vindo diretamente dos anos 90.
Mas não pense que não há pontos positivos no interior da Hilux. Os bancos são confortáveis, a posição de dirigir é agradável e o acabamento está um pouco acima da média da categoria, que é repleta de picapes com muito plástico duro por todos os lados.
4) Motor turbodiesel teve melhorias
A Hilux sempre utilizou o motor 2.8 turbodiesel na atual geração. Na linha 2025, o conjunto teve algumas melhorias para atender às normas do Proconve L8. Ganhou filtro de partículas diesel (DPF) e um sistema de tratamento de emissões com aditivo Arla 32 para reduzir o nível de emissão de poluentes.
Apesar das mudanças, os números de potência e torque seguem em 204 cv e 50,9 kgfm (ou 42,8 kgfm nas opções com câmbio manual), respectivamente. As duas opções de câmbio (manual e automático de seis marchas) também não mudaram.
5) Desempenho dentro da proposta e consumo regular
A Toyota Hilux faz bem o feijão-com-arroz. No dia-a-dia, o motor de 2,8 litros cumpre o seu papel. Só podia fazê-lo de forma um pouco mais silenciosa, já que é difícil manter uma conversa em tom normal durante algumas situações de aceleração. O funcionamento também podia ser mais silencioso. Porém, nada disso parece incomodar os fãs da Hilux.
As médias de consumo de combustível são regulares. Dados do PBEV, o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro, indicam 9,7 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada.
6) Imagem de marca e garantia de 10 anos
A Toyota construiu uma ótima imagem de marca no Brasil. Essa reputação positiva se deve à confiabilidade de modelos como a Hilux. É por isso que tanta gente compra a picape, mesmo frente a concorrentes mais modernos e/ou mais baratos.
Recentemente, a Toyota estendeu a garantia de fábrica dos cinco anos convencionais para até 10 anos. O período conta a partir da data de faturamento do veículo ao primeiro proprietário. Essa extensão pode ser ativada a cada 10 mil quilômetros ou 12 meses até que o veículo complete 10 anos ou 200 mil quilômetros – o que ocorrer primeiro.
7) Preço um pouco salgado
Tudo que você leu acima justifica porque a Toyota pede R$ 357.890 (em dezembro de 2025) pela Hilux SRX Plus. É uma diferença de expressivos R$ 10.990 em relação à Ford Ranger Limited, que é mais moderna, tecnológica, bem equipada e ainda tem um motor 3.0 V6 a diesel.
Então por que tanta gente ainda compra a Toyota Hilux? Porque ela ainda entrega algumas qualidades muito apreciadas pelo picapeiro, como robustez e confiabilidade.
