Soluções alternativas aos carros já estão sendo popularizadas e, principalmente nas grandes cidades, podem representar “perigo” iminente ao setor automotivo. Exemplos não faltam. Um caso recente e inovador vindo daqui do Brasil é a bicicleta movida a hidrogênio desenvolvida por um engenheiro de Curitiba.
Ela está sendo testada como alternativa verde para o transporte. A bicicleta pode chegar a velocidade máxima de 35 km/h e tem um cilindro de hidrogênio para alimentar o motor. Se levarmos em consideração que a velocidade média dos veículos na cidade de São Paulo nos horários de pico é de 15 km/h, ela é muito mais prática e rápida do que os carros, além de não poluir. Opção ideal.
Há também projeto de uma espécie de estacionamento público, onde a bicicleta poderá ser recarregada a partir de uma fonte que captará água de chuva e energia solar, gerando hidrogênio gratuito para o ciclista a partir do processo da eletrólise.
Perigo para a indústria automotiva? Bom, claro que ainda estamos muito longe desse cenário, mesmo porque os automóveis ainda têm importância não só econômica, mas também sentimental e de status para os consumidores. No entanto, a ideia é viável por diversos motivos. Um deles é a facilidade na mobilidade, além das vantagens da gratuidade do combustível, que não gera poluição. Outro fator importante é o indício do avanço nas pesquisas de tecnologias semelhantes e a possibilidade do desenvolvimento de mais projetos viáveis também economicamente.
É hora de mais inovação na indústria ou de investimentos em métodos mais adequados à atual situação mundial, que está priorizando questões ambientais, e com razão. Vamos ficar ligados.