Para vencer os desafios do programa Inovar-Auto e conquistar resultados satisfatórios de eficiência energética, toda a cadeia produtiva do setor automotivo deve estar alinhada para que as verbas possam ser destinadas aos fornecedores em geral, e principalmente aos Tiers 2, 3 e 4 que comprovadamente apresentam maior custo da não-qualidade, e por isso mesmo carecem de mais investimentos.
Sem isso não será possível realizar melhorias em instalações industriais e processos, modernização de equipamentos e também qualificação da mão de obra, para atingir, assim, os níveis desejados de qualidade e produtividade.
É muito importante que as entidades que congregam toda a cadeia produtiva possam interagir e, juntas, traçar um plano comum para o sucesso da nossa indústria automotiva. Isso é fundamental se quisermos continuar sendo o quarto maior mercado mundial e sétimo maior produtor de veículos.
O mercado hoje exige que todos sejam mais modernos, mais produtivos e mais qualificados. Assim, investimentos em produtos de mais qualidade deve fazer parte da política industrial de todos os setores da economia.
Outro assunto que deve ser pauta permanente é a criação de centros de desenvolvimento de tecnologia, que ainda são poucos no Brasil, em que as empresas, academias e governo têm de andar juntos para que possamos ter mais escala em pesquisas e desenvolvimento, e consequentemente em inovações.
Se o modelo atual continuar, que é baseado em ações isoladas, os objetivos não serão atingidos. Está na hora de despertar a consciência coletiva e trabalhar em busca de um bem comum, tal como outros países já fizeram, e hoje colhem os frutos disso.
Somos uma nação de pessoas criativas, cheia de oportunidades, mas que precisam ser aproveitadas. Ainda andamos a reboque, mas temos condições de andar na vanguarda tecnológica. E a chave de tudo é a qualidade.