Mercado mexicano
O México tem sido um importante parceiro comercial do Brasil, em especial no setor automotivo, desde 1997, quando fechou acordo com o Mercosul. Com o acordo os veículos mexicanos entram aqui sem pagar a alíquota de 35% referente ao imposto de importação, do mesmo modo que os argentinos e alguns uruguaios.
O México é um daqueles parceiros dos quais mais precisamos (que comprem nossos veículos!) e vice-versa. Entre 2003 e 2005 o Brasil desfrutou de um bom momento e exportou para o México 680 mil veículos, comprando apenas 47 mil. De 2008 até o fim deste ano deveremos ter exportado 265 mil veículos e importado 178 mil.
Enquanto as nossas exportações caíram pela metade nessa comparação, as importações de veículos mexicanos aumentaram mais de três vezes. Nossas exportações foram duramente impactadas pelo câmbio desfavorável e pela própria crise global que afetou bastante o México, cujo PIB de 2009 caiu 6,5%.
Em 2010 vemos uma pequena recuperação das nossas exportações àquele país, que passa por uma retomada da economia e avanço do PIB de 4,8%. Em contrapartida devemos exportar 91 mil veículos, um aumento de 28% sobre 2009. O gráfico mostra na linha vermelha o total de veículos leves vendidos no México e a linha verde o montante dos produzidos no Brasil e exportados para lá.

Os veículos brasileiros exportados para o México muitas vezes tem o nome trocado pelas montadoras: o Chevrolet Montana é o Chevrolet Tornado; o Fiesta Sedan é o Ikon; o Renault Logan é vendido como Nissan Aprio; o VW Voyage é Gol Sedan.
Outros permanecem com o mesmo nome, como o Fiat Strada, Fiat Linea, Ford Ecosport, Ford Courier, Honda City, Honda Fit, VW Gol e VW Saveiro.
Mexicanos no Brasil
O gráfico mostra a evolução das importações de veículos mexicanos.

Apesar do comércio entre o Brasil e o México ter quase se equilibrado em 2009, quando exportamos 71 mil e importamos 62 mil veículos, os veículos que trazemos são de maior valor agregado e até tecnológico (como o Ford Fusion Híbrido) do que os automóveis que exportamos. Isso se deve ao fato de 81% da produção automotiva mexicana serem destinados à exportação. Do total exportado, os EUA representam 80% de participação.
O Brasil vai absorver em 2010 apenas 3,6% das exportações mexicanas com o
PT Cruiser e Journey (Chrysler), 500 (Fiat), Fusion e New Fiesta (Ford), Captiva (GM), CRV (Honda), Tiida e Sentra (Nissan), Bora, Jetta e New Beetle (VW). Essa relação tende a aumentar em 2011 com a inclusão de novos veículos, vindos do México, como o pequeno Nissan March.
Cabe às montadoras a difícil tarefa de obter um equilíbrio no balanço comercial no setor automotivo entre os dois países.