Um ótimo medidor dessa tendência de melhora é a própria economia da cidade americana de Detroit, berço das grandes montadoras dos EUA, como Ford e GM. O cenário na cidade há um ano e meio era de total desamparo.
Semana passada estive nos EUA, visitei a cidade de Detroit a negócios e fiquei realmente contente com as mudanças que ocorreram para a melhor! As lojas, diferentemente de 2009, estão agora voltando a ficar cheias de mercadorias, as pessoas comprando mais e investindo no setor automotivo, que sempre foi o motor daquela cidade e de grande percentual da economia do país.
Uma frase que li em uma revendedora em Nova York e achei interessantes foi: “Apesar dos fabricantes GM e Chrysler não ligarem para vocês clientes, nós continuamos vendendo seus produtos e vamos tomar conta de vocês”. Ela ilustra bem o esforço norte-americano na retomada da indústria automotiva, mas ainda com muita cautela e frustração com fatos recentes.
Outro termômetro da retomada foi o Salão Internacional do Automóvel, realizado em Detroit no final do ano passado, um dos mais importantes eventos do mercado automobilístico mundial. Na exposição, a indústria americana conseguiu mostrar que está superando a sua pior crise com números positivos: em 2010 foram vendidos 11,6 milhões de veículos, número que representa o primeiro registro de crescimento desde 2005.
Antes da crise a média de vendas era de 16 a 17 milhões de veículos nos EUA, o que nos mostra que as vendas ainda estão muito aquém do que um dia já representaram, porém, estão crescendo.
Seguindo essa tendência, esperamos que, gradativamente, a crise seja superada e que a indústria automotiva e a economia mundial possam voltar a respirar aliviadas!