No Brasil como no mundo, a troca sistemática de informações sobre qualidade e performance de produtos e a busca da manutenção de um relacionamento de longo prazo com fornecedores estão na lista de prioridade da maioria das empresas. Vale ressaltar que se trata de um trabalho de parceria e cooperação entre as duas faces de uma mesma moeda, e não mais daquela relação patronal, por assim dizer. O objetivo? Desenvolver produtos e processos padronizados, o que se poderia traduzir por certificação da qualidade.
Não é por acaso que a concretização de negócios com fornecedores certificados tem sido cada vez mais frequente. Experiências de países desenvolvidos apontam que a parceria com fornecedores, funcionários, distribuidores, consumidores e até concorrentes, constitui uma arma para enfrentar a competição.
A certificação de fornecedores não é um processo rápido, nem simples, nem barato. Pressupõe um trabalho intenso de avaliação, qualificação e certificação de empresas escolhidas, além de estreito acompanhamento para manter o programa sempre bem direcionado. Deve ser compreendida como um compromisso de longo prazo. Mesmo assim, é reconhecida como o caminho mais direto e eficiente para se manter a competitividade no mundo globalizado, principalmente pelas grandes organizações.
Recente pesquisa de âmbito nacional feita pelo IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), em parceria com a Comissão de Qualidade da Anfavea e o Sindipeças, apontou para a escassez de profissionais no País que dominem as ferramentas da qualidade. Desnecessário apontar as prováveis consequências desse fato, que motivou a criação no IQA de uma série de treinamentos para a formação de EQF – Especialista em Qualidade de Fornecedores, desenvolvidos para suprir essa deficiência.
Nosso objetivo é trabalhar para que o conceito da qualidade, tão imprescindível quanto urgente para a competitividade, seja um dos pilares do novo padrão de relacionamento entre as empresas fornecedoras e as empresas clientes.