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A questão da mobilidade urbana em São Paulo
Artigo publicado na Gazeta Mercantil de 20 de maio sugere que a solução para o problema da mobilidade passa pela criação de alternativas ao uso do transporte individual. “Como as opções alternativas ao transporte individual são pouco eficientes, seja pela falta de conforto, segurança ou rapidez, as pessoas continuam optando pelos automóveis, motocicletas ou mesmo táxis ainda que permaneçam presas no trânsito”, afirmou ao jornal Shona Grant, diretora da área de desenvolvimento do World Business Council for Sustainable Development. Segundo o artigo, muitas das respostas para o problema do trânsito nas grandes cidades estão na falta ou ineficiência de investimentos em transporte público. Desde a década de 60, a cidade de São Paulo já teve oito planos para tratar da questão, porém nenhum deles foi implementado na sua totalidade. As obras do metrô, por sua vez, seguiram muito lentamente. Foram construídos, em média, 1,5 km por ano. Dos 400 km previstos para serem construídos em 20 anos, foram feitos apenas 60 km. “A não mobilidade é o caminho natural das metrópoles que optaram por sistemas de transporte sem planejamento ou por políticas que privilegiam o transporte motorizado individual e não investem em redes estruturadoras de transporte público” – afirmou Manoel da Silva Ferreira Filho, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô. O tema da mobilidade urbana nas grandes cidades brasileiras deverá ser focalizado em seminário promovido pela Anfavea e SAE Brasil em agosto.
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27 mai 2008
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