Para Neil, a GM acumulou uma série de pequenos erros, que começou com seguidas concessões aos sindicatos. Depois vieram os investimentos em novos projetos, como em carros elétricos, abandonados na hora do lançamento. Outro grande erro ocorreu em 1999, quando Rick Wagoner (presidente recentemente afastado) decidiu apoiar a eleição de George Bush ao invés do democrata Al Gore, que manifestou a intenção de investir num plano de saúde público que aliviaria os encargos trabalhistas da GM.
Neil entende que a Chrysler corre sério risco de liquidação caso o acordo com a Fiat não aconteça. A GM teria tudo para se reerguer novamente e sobreviver como a décima maior montadora do mundo, com a Chevrolet e a Cadillac. Marcas como Saturn tenderiam a desaparecer.
Ele comentou também que haverá uma GM ‘boa’, de capital aberto, que terá de prestar contas ao governo. Já a outra parte, a GM ‘ruim’, terá dificuldade em encontrar financiamento – algumas marcas serão compras e outras liquidadas. Para o jornalista, a companhia está indo muito bem em mercados emergentes como o Brasil e a China.