
No acumulado de janeiro a outubro a queda também é expressiva. As 77,1 mil unidades negociadas este ano representam queda de 16,9% na comparação com igual intervalo do ano passado. A Abeifa avalia que a diminuição reflete a falta de confiança do consumidor na economia, mas que o resultado de outubro pode sinalizar melhora da situação até o fim do ano. Marcel Visconde, presidente da organização, espera que, com a definição do cenário político, a situação melhore nos próximos meses.
“Estamos acompanhando no Salão do Automóvel, em São Paulo, que os consumidores estão atentos aos lançamentos e às condições comerciais que as marcas oferecem. Agora, o desafio será impulsionar a tomada de decisão dos brasileiros pela compra, estimulados pelo fim de ano e pela entrada do 13º salário e as campanhas de vendas”, destacou o executivo em comunicado.
A maior parte das empresas associadas à entidade acumulou retração. Entre as raras marcas que registraram expansão está a Chery, que teve a maior evolução, de 27,3%, para 7,6 mil carros de janeiro a outubro. Outro avanço importante foi anotado pela Mini, de 24,1%, para 2 mil unidades. A Jaguar também ampliou seus negócios. Com 311 veículos entregues, a companhia anotou avanço de 23,4%.