logo

Mercado

Abeifa: vendas de carros importados cresceu 85% na esteira do imposto zero

BYD dominou a maior fatia das vendas realizadas pelas associdadas da entidade no primeiro semestre

Author image

Bruno de Oliveira

14 jul 2026

2 minutos de leitura

As vendas de veículos importados das associadas da Abeifa somaram 111.120 unidades no primeiro semestre, um resultado que representou alta de 85% sobre o volume vendido pelas empresas no mesmo período no ano passado.

Segundo a entidade, que tem em seu quadro marcas como BYD, Volvo e Kia, o aumento no período se deu, dentre outros fatores, por causa da alíquota do imposto de importação zerado ao longo dos seis meses iniciais do ano.

A marca associada que mais vendeu veículos no país na primeira metade do ano foi a BYD, com 99 mil unidades até junho. O resultado foi 107,6% maior do que o visto no mesmo período no ano passado.

O resultado também levou a companhia a deter a maior fatia do total vendido pelas associadas da Abeifa, cerca de 89%.

A Volvo registrou o segundo melhor desempenho comercial das associadas no primeiro semestre, com 3.978 unidades vendidas. O resultado, no entanto, foi 11% menor do que aquele visto em igual período no ano passado.

A Kia obteve o terceiro melhor resultado, com 2.846 unidades. O volume foi 44% maior do que aquele registrado pela companhia no primeiro semestre de 2025.

A Land Rover, que vive momento de incerteza no mercado nacional em termos produtivos, viu suas vendas caírem 20% no mercado nacional no primeiro semestre, somando 1.340 unidades vendidas até julho.

A novata Denza, por outro lado, apresentou alta relevante nos seus primeiros meses de atividades comerciais no mercado doméstico.

Segundo dados da Abeifa divulgados na terça-feira, 14, a marca subsidiária da BYD vendeu 1.352 veículos no primeiro semestre. No ano passado a marca havia vendido apenas 4 unidades.

Projeções para o segundo semestre

A entidade acredita que em 2026 as suas marcas associadas vão vender até o final de dezembro 210 mil unidades, o que representaria um aumento de 52% sobre o volume vendido por essas empresas em 2025.

Para o presidente Marcelo de Godoy, a retomada do imposto de importação em 35% para veículos importados prontos não vai refletir na tabela de preços dos carros.

“Acreditamos que o preço vai se manter no patamar atual, uma vez que a chegada de novas marcas vai pressionar todas as empresas a manter uma tabela mais competitiva no mercado”, disse o representante.