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Abeiva alerta que vendas podem despencar

Redação AB
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Redação AB

12 abr 2012

2 minutos de leitura

Foi um empate técnico. As empresas filiadas à Abeiva, entidade das importadoras de veículos sem fábrica no Brasil, completaram o primeiro trimestre do ano com uma queda de 0,4% nas vendas em comparação com igual período de 2011, emplacando 35.463 unidades. Diante do cerco que o governo promove às importações dessas marcas, com elevação do IPI em 30 pontos, foi um resultado bastante razoável para a entidade. Mas Flávio Padovan, presidente, alerta para as dificuldades à vista, com uma queda geral dos negócios no ano se nada mudar em relação ao IPI gordo.

O dirigente sabe que as associadas à Abeiva vão depender do crédito disponível para o segmento, já que os agentes financeiros têm feito restrições aos financiamentos em razão da inadimplência em ascensão. Essas limitações foram motivo de queixa do próprio presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, ao ministro Guido Mantega, da Fazenda, em reunião na quarta-feira, 11, em Brasília (leia aqui).

Segundo a Abeiva, o primeiro trimestre não apresentou queda maior porque o mês de março foi excepcionalmente bom, com a venda de 13.666 unidades e alta de 31% em relação a fevereiro (10.430 veículos). Em relação a março de 2011, houve queda de 2,1%.

“O desempenho isolado do mês de março já era esperado. Fevereiro foi um mês curto para vendas, em razão do carnaval. Além disso, algumas marcas ainda tinham nas revendas estoques de veículos com IPI anterior, sem o impacto do aumento dos 30 pontos percentuais. Portanto, se considerarmos os dados de emplacamento do primeiro trimestre, com uma queda técnica de 0,4%, podemos afirmar que os reflexos da alta do IPI já começam a influenciar o comportamento de vendas de carros importados”, analisa Padovan.

O presidente da Abeiva prefere aguardar a regulamentação do novo regime automotivo e o detalhamento das regras para se manifestar a respeito. “De qualquer modo, já verificamos uma abertura para as empresas interessadas em investir no País e confiamos no bom senso do governo em flexibilizar a alta de 30 pontos percentuais do IPI para as marcas ainda sem fábricas do País”, afirma.