
“Consideramos que a cota de 4,8 mil unidades é muito tímida, pequena, diante da necessidade dos importadores: ela atende bem as empresas de baixos volumes, mas não suporta aquelas de importações maiores”, afirmou.
Algumas empresas associadas à Abeiva também aproveitaram o Salão do Automóvel para falar de suas primeiras impressões sobre o regime, como a Kia, que antes do aumento do IPI, chegou a importar uma média de 50 mil unidades em um ano (leia aqui).
Padovan explica que, a partir de agora, as 29 associadas entram no processo de análise detalhada do decreto e suas implicações para a operação de cada uma, avaliação esta que implica na listagem das alternativas de sobrevivência no mercado e revisão dos planos estratégicos.
“Nem todas as importadoras terão condições de decidir por montar uma fábrica no Brasil, até porque o volume de vendas não justifica um investimento como este, mas esta será uma decisão de cada marca.”
Após a publicação do Inovar-Auto, no início deste mês, algumas associadas da Abeiva confirmaram investimentos e construção de fábricas no Brasil, como a JAC e a BMW. Apesar da queixa, as cotas devem garantir às importadoras uma recuperação de mercado em 2013, quando a entidade projeta vendas de 150 mil unidades contra as 120 mil esperadas para este ano. Se confirmado, as vendas de 2012 representarão queda de 40% sobre 2011, quando foram emplacados 199 mil carros importados.
JAGUAR E LAND ROVER
Padovan, também presidente da Jaguar e Land Rover no Brasil, informa que a empresa não deixou morrer a ideia de ter uma fábrica no País. Ele diz que aproveita a vinda do CEO, Ralph Speth, ao Salão do Automóvel, para tratar do assunto. O executivo projeta que a definição da estratégia das duas marcas seja concluída nos próximos dois meses.
Assista abaixo a entrevista exclusiva a ABTV de Flavio Padovan, presidente da Abeiva e da Jaguar Land Rover: