
Como aspectos favoráveis aos negócios em 2014, o executivo enumerou a inflação mais controlada e a tendência de o câmbio se estabilizar. Outro fator positivo é a expectativa de crescimento do PIB em torno de 2,5%. “Não é uma expansão grande se compararmos com outros emergentes, mas não é ruim se olharmos para as economias maduras.”
Ainda assim, Padovan ressalta que há uma série de desafios a serem resolvidos para que o mercado brasileiro deslanche. Com dados do Fórum Econômico Mundial, ele enumera a falta de infraestrutura para o transporte, a má qualidade do gasto público e a elevada carga tributária, que comprometem a competitividade do País no ambiente global de negócios.
O presidente da Abeiva aponta que “2014 é um ano em que teremos forças positivas e negativas que vão, praticamente, se anular. Teremos também eleições e Copa do Mundo. É um ano que não vai mudar muito o cenário”, resume. Ele admite, no entanto, que uma possível prorrogação do IPI reduzido para o ano que vem poderia beneficiar os importadores de veículos.
DESEMPENHO
Em outubro as marcas filiadas à Abeiva venderam 9,8 mil automóveis e comerciais leves, com alta de 1,8% sobre setembro e de 5,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O volume de veículos emplacados representa 3,1% do total vendido no mercado nacional no período. Já as vendas de carros importados pelas marcas associadas à Anfavea somaram 51 mil unidades, com crescimento de 6,1% na comparação mensal e de 3,4% na anual.
No acumulado de janeiro a outubro as empresas associadas à Abeiva venderam 94,2 mil unidades. O volume representa variação negativa de 16,6% sobre igual intervalo de 2012. Com isso, o setor teve participação de 3,2% no mercado brasileiro de veículos no período, que somou 2,95 milhões de veículos leves. As importações feitas pelas montadoras instaladas no Brasil corresponderam por 16,2% desse total. Os carros nacionais tiveram presença de 80,6% no mercado total.
Assista à entrevista exclusiva com Flávio Padovan, presidente da Abeiva:
