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Abeiva projeta estabilidade para o próximo ano

A Abeiva, associação que representa os importadores de veículos sem fábrica no Brasil, não projeta crescimento nem queda nas vendas do setor em 2014. “Não podemos esperar um ano pior do que este, que deve fechar com cerca de 115 mil unidades”, avaliou Flávio Padovan, presidente da organização, durante coletiva de imprensa na terça-feira, 12.
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Giovanna Riato

12 nov 2013

2 minutos de leitura

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Como aspectos favoráveis aos negócios em 2014, o executivo enumerou a inflação mais controlada e a tendência de o câmbio se estabilizar. Outro fator positivo é a expectativa de crescimento do PIB em torno de 2,5%. “Não é uma expansão grande se compararmos com outros emergentes, mas não é ruim se olharmos para as economias maduras.”

Ainda assim, Padovan ressalta que há uma série de desafios a serem resolvidos para que o mercado brasileiro deslanche. Com dados do Fórum Econômico Mundial, ele enumera a falta de infraestrutura para o transporte, a má qualidade do gasto público e a elevada carga tributária, que comprometem a competitividade do País no ambiente global de negócios.

O presidente da Abeiva aponta que “2014 é um ano em que teremos forças positivas e negativas que vão, praticamente, se anular. Teremos também eleições e Copa do Mundo. É um ano que não vai mudar muito o cenário”, resume. Ele admite, no entanto, que uma possível prorrogação do IPI reduzido para o ano que vem poderia beneficiar os importadores de veículos.

DESEMPENHO

Em outubro as marcas filiadas à Abeiva venderam 9,8 mil automóveis e comerciais leves, com alta de 1,8% sobre setembro e de 5,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O volume de veículos emplacados representa 3,1% do total vendido no mercado nacional no período. Já as vendas de carros importados pelas marcas associadas à Anfavea somaram 51 mil unidades, com crescimento de 6,1% na comparação mensal e de 3,4% na anual.

No acumulado de janeiro a outubro as empresas associadas à Abeiva venderam 94,2 mil unidades. O volume representa variação negativa de 16,6% sobre igual intervalo de 2012. Com isso, o setor teve participação de 3,2% no mercado brasileiro de veículos no período, que somou 2,95 milhões de veículos leves. As importações feitas pelas montadoras instaladas no Brasil corresponderam por 16,2% desse total. Os carros nacionais tiveram presença de 80,6% no mercado total.

Assista à entrevista exclusiva com Flávio Padovan, presidente da Abeiva: