
Flavio Padovan, presidente da organização, aponta que o Inovar-Auto foi um dos fatores importantes para que as vendas do setor voltassem a apresentar resultados positivos. Habilitadas ao novo regime automotivo, as empresas obtêm cotas para importar veículos sem o adicional de 30 pontos no IPI. “Com isso, conseguimos reduzir os preços”, explica. O executivo aponta que houve um aumento da demanda no início do ano que os importadores não conseguiram atender de imediato por falta de produtos.”Tivemos um bom mês, mas ainda longe do que poderíamos alcançar.”
Entre janeiro e abril as vendas das empresas associadas à Abeiva somaram 35,3 mil unidades, com redução de 25,5% sobre os volumes anotados nessa mesma época do ano passado. Padovan lembra que, no início de 2012, as vendas permaneceram aquecidas porque a rede de concessionárias das marcas ainda tinha veículos que importados antes da imposição do IPI majorado.
A queda no primeiro quadrimestre aconteceu mesmo em contexto de expansão do mercado. As vendas totais no período, considerando carros nacionais e importados, cresceram 8,2% para 1,16 milhões de unidades, entre veículos leves e pesados. Desse volume, 80,% eram produzidos no Brasil e 16,5% importado pelas montadoras filiadas à Anfavea, que trouxeram do exterior 182,6 mil carros no período. Os importadores da Abeiva responderam por apenas 3,2% das vendas no acumulado do ano.
Houve diminuição de 45,6% nas importações do México feitas pelas fabricantes instaladas no Brasil. “Isso é efeito das cotas definidas na renegociação do acordo automotivo com o país”, explica Padovan. Já as vendas de veículos produzidos na Argentina avançaram 9% no primeiro quadrimestre apesar da instabilidade das relações comerciais entre o Brasil e a nação vizinha.
PROJEÇÕES
Depois do ano de perdas em 2012, quando os importadores de veículos fecharam 10 mil vagas de empregos em suas estruturas administrativas e rede de concessionárias, a Abeiva acredita que o setor passa por leve recuperação. A entidade manteve a projeção de que as vendas alcancem 150 mil unidades em 2013. Padovan admite, no entanto, a possibilidade de revisar a expectativa para baixo no fim do semestre se os números não caminharem para este resultado.
Assista à entrevista exclusiva com Flavio Padovan, presidente da Abeiva:
