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Abertura de capital da Chrysler abala aliança com a Fiat

O pedido da Chrysler para realizar uma oferta pública de ações (IPO) pode abalar a relação da companhia com a Fiat, sócia majoritária da empresa com 58,5% de participação. A montadora italiana afirmou que poderá diminuir seu comprometimento com a parceira americana e que está reconsiderando os benefícios e custos de estreitar esse relacionamento.
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Redação AB

24 set 2013

1 minutos de leitura

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A abertura de capital é iniciativa do sindicato dos trabalhadores do setor automotivo dos Estados Unidos (UAW). O fundo de pensão da entidade detém participação na fabricante de veículos desde 2009, quando o governo do país decidiu resgatar a companhia da concordata. O IPO é um direito garantido ao sindicato no acordo firmado nesta época, como forma de recapitalizar seu fundo de pensão.

Ainda assim, o pedido de IPO é uma resposta hostil à Fiat, que há meses negocia a compra dos 41,5% da Chrysler que pertencem ao fundo do UAW. A atitude eleva a pressão sobre a empresa, que não aceitou pagar os US$ 5 bilhões de dólares pedidos na última proposta.

Segundo informações da agência Reuters, analistas de mercado indicam que o pedido de IPO pode ser estratégia do sindicato para que a Fiat concorde em comprar o restante da Chrysler por um preço melhor. A reação dura da montadora italiana também levantou suspeitas sobre a sua real capacidade de concluir a negociação e adquirir o restante da companhia americana.