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Abimaq entra na fila por desoneração da folha de pagamento

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cria

20 mar 2012

3 minutos de leitura

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Agência Estado

Em reunião com o ministro Guido Mantega, nesta terça-feira, 20, o primeiro-vice-presidente da Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Cardoso, solicitou ao governo uma alíquota de 1% de contribuição sobre o faturamento, em troca da desoneração da folha de pagamento das empresas. Cardoso afirmou que o setor considera que tem condições de gerar mais 50 mil empregos em dois anos, caso a medida seja adotada.

O representante disse que, em nenhum momento, o ministro falou sobre a garantia da manutenção de emprego, em contrapartida à desoneração da folha.

Segundo Cardoso, simulações feitas pelo setor mostram que a medida traria “muito benefício” ao setor – desoneração das exportações (por conta da folha de pagamentos) e tributação de acordo com a sazonalidade das empresas. “O nosso setor vive uma sazonalidade grande. Quando temos um faturamento alto ou baixo pagamos o mesmo sobre a folha de salários. Agora vamos pagar mais imposto quando o faturamento for mais alto”, explicou Cardoso, ao deixar o Ministério da Fazenda, onde se reuniu com o ministro Guido Mantega.

Cardoso disse que o governo informou que irá aumentar a tributação da Cofins para importação de bens de capital, mas não deu detalhes sobre o assunto.

O representante da Abimaq disse que a alíquota de 1% sobre o faturamento beneficia todos os segmentos da cadeia e que em caso de uma alíquota maior precisa ser analisado caso a caso. Segundo ele, em nenhum momento o ministro sinalizou o porcentual que será adotado.

Cardoso disse que o setor emprega diretamente 265 mil pessoas e teve um faturamento de R$ 80 bilhões em 2011.

Na avaliação do executivo, a alíquota de 1% vai trazer competitividade para a indústria de máquinas e equipamentos. “O governo sabe que precisa trazer competitividade ao setor. Estamos no bom caminho”, disse. “Achamos que o governo vai atender aos nossos reclamos”, acrescentou.

O representante da Abimaq também defendeu a redução dos juros para o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES. Segundo ele, em 2009 e em 2010 “o PSI salvou grande parte do nosso faturamento, mas hoje não é uma ferramenta tão importante”. Isso porque, explicou, após o auge da crise o governo aumentou as taxas de juros do programa. “Queríamos que as condições especiais retornassem. O PSI para a indústria de bens de capital é sangue na veia”, comparou. No lançamento do PSI as taxas de juros eram de 4,5%.