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Abimaq pede aumento do imposto de importação

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Giovanna Riato

29 set 2010

4 minutos de leitura

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Giovanna Riato, AB

Com a balança comercial afetada por conta das importações vindas da Ásia, a Abimaq, entidade que reúne os fabricantes de máquinas e equipamentos, pede ao governo um aumento do imposto de importação do setor. A associação já levou ao Ministro da Fazenda, Guido Mantega, um pedido para que a alíquota suba dos atuais 14% para 35%.

A intenção não é que todos os itens sejam sobretaxados. “Estamos preparando uma lista com 250 equipamentos que mais sofrem com as importações para apresentar ao ministério na próxima semana. Claro que a intenção é manter a taxa entre zero e 2% para máquinas importadas sem similar nacional”, explica Luiz Aubert Neto, presidente da entidade. A proposta envolve bens de capital para diversos segmentos, entre eles o de máquinas-ferramenta, que atende ao setor automotivo.

A medida é emergencial já que, para reverter o déficit da balança comercial, seria necessário reduzir o custo Brasil. Se aprovada, a eficiência da ação estaria muito mais em gerar insegurança no mercado acerca das importações do que no aumento de preço das máquinas compradas no exterior. “Há produtos que chegam da China por um valor que não paga nem a nossa matéria prima aqui no Brasil”, conta Aubert Neto.

O presidente aponta que o problema gera desindustrialização até mesmo entre associados da entidade. Segundo ele, algumas empresas mudaram o modelo de negócios e já mostraram não ter interesse em combater as importações: passaram a reduzir a produção e a importar equipamentos prontos. “Não é possível detectar o volume de máquinas vendidas no Brasil desta forma porque elas são faturadas no País, mas sabemos que isto está crescendo”, conta.

Houve um avanço de 27,7% no volume importado entre janeiro e agosto de 2010 na comparação com o mesmo período de 2009, para um valor total de US$ 15,53 bilhões. No mesmo período as exportações cresceram 13,9%, para US$ 5,66 bilhões. Na comparação com o volume de 2008, as vendas externas tiveram queda de 23,5%.

Estados Unidos, Alemanha, China, Japão e Itália são os cinco principais fornecedores de máquinas para o Brasil. Apesar disso, a China, que fica na terceira posição em valor de importações, é a maior em quantidade. “Com o preço de uma máquina alemã é possível comprar várias da China. Com isso, imagina a quantidade de equipamentos que deixamos de produzir aqui”, destaca o dirigente.

Balanço

O faturamento do setor de máquinas e equipamentos voltou ao nível de 2007, com R$ 46,87 bilhões no acumulado do ano. O volume representa um avanço de 12,8% sobre o mesmo período de 2009, mas uma retração de 11,8% na comparação com os oito primeiros meses de 2008.

A produção também está abaixo do esperado para o faturamento, por conta do aumento das importações das empresas filiadas à entidade.

A Abimaq afirma que o setor também ganhou fôlego com o PSI – Programa de Sustentação do Investimento, criado pelo BNDES em 2009. O aumento das liberações de crédito também impulsionou as vendas. Foi registrado um crescimento de 17,7% para 61% no caso dos financiamentos para máquinas para a indústria de transformação e de 27% para 87% em bens de capital para logística e construção civil.