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Abimei: importação de acabados preocupa

Segundo a Abimei – Associação dos Importadores de Máquinas Industriais, o Brasil nunca importou tantas peças para o setor automotivo como agora. Thomas Lee, presidente da entidade, afirma que o grande volume prejudica a indústria nacional e, consequentemente, a venda de máquinas.
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Giovanna Riato

09 dez 2009

1 minutos de leitura

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O executivo explica que a compra de equipamentos importados depende muito mais da demanda do que do câmbio. “O ideal para nós é que o dólar se estabilize entre R$ 2,00 e R$ 2,10. Dessa forma a indústria nacional ganha competitividade para exportar e investir nas plantas fabris”, explica Lee.

Segundo o presidente, a disputa mundial por espaço no mercado tornou-se uma verdadeira guerra depois que a China congelou o câmbio desvalorizado. O país garantiu o crescimento econômico com a exportação para diversos países mas não importa produtos acabados e deixa de impulsionar outras economias.

Lee entende que o Brasil não deve tomar uma atitude semelhante para proteger a indústria, pois a ação poderia ferir a imagem do país no mercado e impedir a livre concorrência. Medidas para conter um fluxo muito intenso de dólares e valorizar o real podem ser uma saída.

Um exemplo é a exigência do governo, desde outubro deste ano, de que recursos estrangeiros aplicados na Bolsa de Valores paguem 2% de imposto sobre operações financeiras. Outra providência ainda em estudo, que pode conter a importação de manufaturados, é dispensar a conversão de dólares em reais quando o investimento entra no país. Assim, quando são retirados, os recursos vão em dólares e contêm o fluxo da moeda.