
O montante significa redução de 7,8% em relação a 2008, quando o saldo negativo foi de US$ 996 milhões, um recorde desde o início da série histórica desse dado, em 1996. O resultado negativo do ano passado, ainda muito elevado, resulta de exportações de US$ 1,187 bilhão, correspondentes a 280 mil toneladas, cerca de 15% menores do que em 2008, e de importações de US$ 2,106 bilhões, correspondentes a 469 mil toneladas, que recuaram pouco mais de 16%, em comparação com o exercício anterior.
Para Cachum, é importante entender que as causas do desequilíbrio da balança comercial da indústria brasileira de transformação do plástico transcendem à questão cambial. “As flutuações da moeda, embora tenham certo impacto, não exercem influência tão acentuada no comércio exterior setorial como ocorre com outros segmentos. Tampouco, pode-se atribuir o problema à crise econômica mundial. O fator preponderante para o saldo negativo relaciona-se a questões estruturais, como a exagerada carga tributária e problemas do mercado interno” — afirma.
O executivo entende que os números de 2009 demonstram a necessidade premente de se restabelecer o equilíbrio da indústria transformadora do plástico, começando pela adoção de medidas como a isonomia do IPI e aumento do prazo de recolhimento dos impostos, acesso mais amplo a financiamento e com o mesmo nível dos juros internacionais, de modo a suscitar a igualdade de preços com os praticados no Exterior.
Foto: Merheg Cachum, presidente da Abiplast/divulgação.