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Abiplast quer remover gargalos para o plástico

Merheg Cachum, presidente da Abiplast, Associação Brasileira da Indústria do Plástico, registra em artigo para Automotive Business que a indústria transformadora de plástico, sétimo maior setor da economia brasileira, com faturamento de R$ 40,2 bilhões e 300 mil empregos, fechou 2009 com déficit de US$ 918 milhões em sua balança comercial.
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30 abr 2010

2 minutos de leitura

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O montante significa redução de 7,8% em relação a 2008, quando o saldo negativo foi de US$ 996 milhões, um recorde desde o início da série histórica desse dado, em 1996. O resultado negativo do ano passado, ainda muito elevado, resulta de exportações de US$ 1,187 bilhão, correspondentes a 280 mil toneladas, cerca de 15% menores do que em 2008, e de importações de US$ 2,106 bilhões, correspondentes a 469 mil toneladas, que recuaram pouco mais de 16%, em comparação com o exercício anterior.

Para Cachum, é importante entender que as causas do desequilíbrio da balança comercial da indústria brasileira de transformação do plástico transcendem à questão cambial. “As flutuações da moeda, embora tenham certo impacto, não exercem influência tão acentuada no comércio exterior setorial como ocorre com outros segmentos. Tampouco, pode-se atribuir o problema à crise econômica mundial. O fator preponderante para o saldo negativo relaciona-se a questões estruturais, como a exagerada carga tributária e problemas do mercado interno” — afirma.

O executivo entende que os números de 2009 demonstram a necessidade premente de se restabelecer o equilíbrio da indústria transformadora do plástico, começando pela adoção de medidas como a isonomia do IPI e aumento do prazo de recolhimento dos impostos, acesso mais amplo a financiamento e com o mesmo nível dos juros internacionais, de modo a suscitar a igualdade de preços com os praticados no Exterior.


Foto: Merheg Cachum, presidente da Abiplast/divulgação.