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#ABX22: você ainda vai vender (ou comprar) carros por redes sociais

Canais digitais ganharam força com a pandemia e vão se tornar modelo de negócio do setor automotivo
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Julio Cabral

12 set 2022

3 minutos de leitura

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O brasileiro usa o Whatsapp para tudo. Esse foi o consenso entre os participantes do painel “Você ainda vai vender (ou comprar) carros por redes sociais”, debate realizado na quinta-feira, 8, no São Paulo Expo, durante o congresso #ABX2022 – Automotive Business Experience, principal encontro de negócios do ecossistema automotivo e da mobilidade.

O painel reuniu os executivos Eduardo Barros, industry manager autos&real state da Meta, Matías Barrio, cofundador e CEO da Karvi, e Tiago Fernandes, cofundador e CEO da Autoforce.

Whatsapp é o canal favorito de comércio

De acordo com os especialistas, mais de 60% dos compradores já usaram o Whatsapp para comprar algo, incluindo aí veículos. Cerca de 80% dos consumidores preferem utilizar o canal para serem contatados pelos vendedores.

“O canal mais importante é o Whatsapp. Não apenas pela facilidade de comunicação, há também a vantagem do aplicativo guardar o histórico da conversa. O tempo para pensar e consultar é maior do que em uma concessionária. Você não tem que responder ao vendedor de imediato. Essa diminuição da pressão empodera o comprador. Além disso, os negócios podem ser feitos fora do horário comercial”, ressalta Matías Barrio, da Karvi.

A mudança na fórmula de negócios passa pelas revendas. “É necessário que as concessionárias deixem de ser varejo e virem plataformas de vendas. Podemos investir mais em modelo de negócios do que em tecnologia”, diz Tiago Fernandes, da Autoforce. 

Eduardo Barros faz coro e defendeu um foco principal nos negócios. “A estratégia deve ser adotada como uma estratégia unificada. A gente não está falando mais de leads, estamos falando em uma conversa”, afirma.  

Benefícios para o consumidor vão além da conectividade

Durante o painel no #ABX22, Matías Barrio acredita que a compra dos carros será um processo mais simples e transparente. E afirma que o segmento de carros usados certificados – principal modelo de negócio da sua empresa e d eoutros players, como a Kavak – irá crescer.

“A primeira coisa que vai mudar na América Latina é que só existem carros novos e usados. Surgiu a nova categoria dos certificados, algo que tranquiliza os compradores. O ponto da plataforma é que o cliente já não quer ter tanta fricção no processo. Mas ainda há dificuldades. Isso se dá pelo fato das concessionárias não terem adotado todas as facilidades da plataforma. Fazer um test-drive continua a ser muito complexo”, diz. 

De acordo com o executivo, o ideal é que um funcionário possa levar o carro direto ao cliente, seja em casa ou no escritório. “Se o comprador quiser, ele nem precisa sair de casa”. Ao mesmo tempo, Matías ressalta que sempre vai haver o consumidor que prefere ir na concessionária. A Karvi não é a única empresa que lida como uma plataforma de vendas de carros certificados. 

Metaverso é uma opção mista de negócios

Não são apenas as startups de vendas que desejam alinhar tecnologia para mudar o comportamento habitual dos compradores. A Meta, por exemplo, é uma gigante que acredita que a experiência pode ser mista, além de oferecer doses de realidade virtual. 

“A gente pode aproveitar a experiência digital para enriquecer o processo de compra do consumidor. Então, como usamos a tecnologia para promover uma experiência melhor ao testar um carro? Como pode melhorar o processo de vendas e testes? Eu enxergo um futuro onde você vai poder ir a um shopping center e colocar um óculos de realidade virtual para fazer o teste do modelo que você quer. Não necessariamente você tem que fazer isso em uma concessionária. Isso vai trazer muito mais agilidade e facilidade para as montadoras”, adianta Eduardo Barros. 

“Por que não levar essas experiências para o lugar onde o consumidor está? Uma coisa que falamos muito é que para a gente pensar em metaverso, temos que estar preparados para esse consumidor 24/7, pois o metaverso é um sistema insistente”, complementa o executivo.


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