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#ABX26 – Custo ainda trava adoção de novas energias no transporte

Preço dos veículos, juros e busca por menor custo total de propriedade pesam na decisão das transportadoras, segundo executivos ouvidos no ABX26

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Redação AB

01 out 2026

2 minutos de leitura

O custo segue como um dos principais entraves à adoção de novas fontes de energia no transporte brasileiro. No Automotive Business Experience (ABX) 2026, executivos do setor apontam o preço dos veículos, os juros, a infraestrutura e o custo operacional como os fatores que mais pesam na hora de incorporar novas tecnologias às frotas.

“As novas energias trazem esse custo adicional. Elas vão ser adotadas quando economicamente fizer sentido. Precisa ter paridade com o diesel”, afirma Leandro Pugliese, vice-presidente de estratégia corporativa, planejamento e sustentabilidade da Volkswagen Caminhões e Ônibus, no painel “A próxima marcha da indústria de caminhões”, mediado por Giovanna Riato, editora-chefe do Jornal do Carro.

Na mesma mesa, George Carloto, diretor comercial da Iveco, lembra que a alta do diesel veio acompanhada de veículos mais caros e juros elevados. Segundo ele, a tecnologia traz benefícios, mas o custo é hoje uma das principais dificuldades do transportador.

Rodrigo Pikussa, diretor-geral da Farizon, afirma que já existem elétricos capazes de reduzir o TCO (custo total de propriedade) em 10% a 15% ao longo de cinco anos. Para ele, o mercado brasileiro ainda é incipiente e precisa amadurecer e oferecer previsibilidade aos clientes.

Eletrificação exige infraestrutura e ação conjunta

O debate sobre a conta da transição seguiu no painel “ESG e eletrificação: como tornar a conta sustentável?”, mediado por Aline Feltrin, editora da Agência e revista Transporte Moderno. Marcelo Rezende, diretor-geral para sistemas de baterias da BorgWarner, cita o corredor verde e-Dutra e defende que o setor construa em conjunto um ecossistema capaz de resolver os gargalos atuais.

Roberto Leoncini, consultor da R Leoncini Consultoria, observa que os embarcadores vêm pressionando os transportadores por relatórios e pelo impacto ambiental das operações. Ao mesmo tempo, segundo ele, parte dos transportadores e grandes operadores já enxerga na eletrificação uma oportunidade de se diferenciar no mercado.