
Com juros altos e novas tecnologias chegando ao transporte, a locação de caminhões ganha espaço como alternativa à compra. No painel “Terceirização de frotas: muito além da redução de custos”, no Automotive Business Experience (ABX) 2026, executivos defendem que o modelo vai além do corte de despesas e serve também para administrar os riscos de adquirir e gerir veículos. A mesa reuniu Elmar Gans, fundador e CEO da Stealth Startup (AI), e Glauber Torres Santos, diretor comercial do Grupo Vamos, com mediação do jornalista Fred Carvalho.
“Hoje não é mais uma questão de custo, é uma questão de gestão de risco”, afirma Gans. Segundo ele, com a chegada de novas tecnologias, o transportador passa a se preocupar também com quanto o veículo vai valer na revenda.
Gans aponta ainda as tecnologias embarcadas nos caminhões como ferramentas para tornar a gestão da frota mais eficiente e avalia que esse aproveitamento tende a ser mais viável para uma locadora do que para o pequeno transportador.
Glauber ressalta que a escolha do modelo de aquisição depende da situação de cada empresa. “A DRE dessa empresa está fechando com a conta?”, questiona. Para ele, o ponto é identificar o melhor momento para o cliente.
Locação ainda representa pequena parcela da frota
Os números apresentados pela Vamos mostram que a locação ainda é pequena no país: são 58 mil caminhões alugados. A companhia informou no ABX26 ter 41,6 mil caminhões em sua frota.
A frota brasileira também é antiga. Segundo o Sindipeças, os caminhões em circulação no país tinham idade média de 12 anos e três meses em 2025.
Segundo a Vamos, a locação pode gerar economia de até 30% na operação de veículos comerciais. A empresa cita ainda como vantagens renovar ou ampliar a frota sem se descapitalizar, não comprometer o crédito nem elevar o endividamento e deixar com a locadora a depreciação e a revenda dos veículos.