
“Somos totalmente a favor do tratado de livre comércio equilibrado, que oferece oportunidade real para a exportação. No entanto, ainda temos algumas reservas sobre um tratado de livre comércio com o Japão: nossa indústria pede que um veículo homologado na União Europeia possa ser vendido no Japão sem a necessidade de qualquer outra certificação ou alteração dispendiosa. Este não é o caso hoje”, afirmou o secretário geral da Acea, Ivan Hadoc, em nota.
Atualmente, o Japão mantém exigências para a entrada de veículos cuja origem é de países da União Europeia, que geram custos adicionais na modificação dos veículos, e por consequências, nas exportações. A entidade atesta que os carros europeus estão entre os mais seguros e menos poluentes do mundo e que são adequados ao consumidor japonês, assim como são adequados ao consumidor europeu.
Por sua vez, a associação foi convocada pelo Japão para rever os privilégios fiscais que gozam os minicarros de origem japonesa, de forma que possam competir em igualdade com os sub compactos europeus.
A Acea sugeriu à comissão a definição de metas no primeiro ano de negociações, para garantir que o Japão cumpra os compromissos de eliminação das barreiras não tarifárias ao setor automotivo.
A entidade que reúne as fabricantes de veículos no Japão (Jama) declarou em nota “apoiar os esforços necessários por parte de seu governo para chegar a uma rápida conclusão das negociações sobre o acordo de livre comércio”.