Apesar da perspectiva positiva, a Acea destaca que os volumes ainda estão bastante abaixo do recorde de 2007, quando foram vendidos 16 milhões de carros na região. “A Europa ainda enfrenta tempos difíceis. Hoje as vendas na UE estão atrás da China e Estados Unidos, onde as vendas agora se recuperaram para níveis anteriores à crise”, avaliou Erik Jonnaert, secretário geral da associação.
A Acea vem reforçando nos últimos meses a posição de que os recentes números positivos registrados ainda não são suficientes para configurar uma recuperação completa do mercado europeu. O objetivo da associação é demover os reguladores da UE da ideia de votar legislações com metas ainda mais apertadas de emissões e segurança, que têm potencial para elevar os preços dos veículos com custos de produção criados pela adoção de novas tecnologias.
“É mais importante do que nunca assegurar que a competitividade da nossa indústria continue em alta na agenda de políticas nacionais e europeias, para preservar um dos setores de estratégia vital para a Europa”, afirmou Joannaert em nota. “O pleito da Acea aos legisladores da UE é para a criação de um ambiente que incentive a inovação e o comércio internacional, os dois mais importantes vetores de competitividade da nossa indústria em escala global”, acrescentou.