
Estudo encomendado pela Acea e conduzido pela Deloitte mostra que um possível aumento das importações do Japão não viria acompanhado de contrapartida equivalente, com alta na mesma proporção das exportações da Europa. Esse movimento poderia estremecer ainda mais a já enfraquecida indústria automotiva da região. O movimento poderia causar o fechamento de fábricas e afetar de 35 mil a 73 mil postos de trabalho.
“As políticas industrial e comercial devem estar alinhadas para criar condições para o fortalecimento do setor”, alerta a Acea em comunicado. A associação lembra que até mesmo a Comissão Europeia afirmou recentemente que o setor de manufatura é ponto central para a recuperação econômica da região. Para a entidade, o impacto do acordo na competitividade deve ser melhor avaliado.
A organização pede que as autoridades europeias levem em conta alguns pontos ao conduzir a negociação do acordo de livre comércio. O primeiro deles é que os veículos produzidos na Europa possam ser vendidos no Japão sem novos testes ou modificações. Outro ponto é que os carros compactos exportados para o país asiático tenham condições iguais para competir com os modelos do segmento fabricados no País, recebendo os mesmos incentivos fiscais.