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Os acionistas aprovaram nesta quinta-feira a divisão do Grupo Fiat , liberando a unidade de automóveis para buscar estratégias próprias e alianças. O executivo-chefe, Sergio Marchionne, descreveu a iniciativa como um momento histórico: “A Fiat Auto finalmente pode escolher seu destino sem se preocupar com o impacto que isso teria na CNH e na Iveco”.
Segundo Marchionne, não fazia mais sentido manter as diferentes unidades juntas, porque elas operam em diferentes mercados com diferentes ciclos. Pertencer a um conglomerado geralmente tornava difícil para a unidade automóveis (que tem marcas como Fiat, Alfa Romeo e Lancia) realizar acordos com parceiros, por causa das implicações que isso poderia ter nas outras divisões, afirmou ele.
Foi de Marchionne a decisão de formar uma parceria com a Chrysler e adquirir uma participação minoritária na montadora norte-americana, para proporcionar à Fiat economias de escala suficientes para sobreviver a uma crise na indústria automobilística no ano passado, causada pela desaceleração econômica.
Com a divisão a CNH (fabricantes de tratores e máquinas agrícolas) e a Iveco (caminhões e ônibus) formarão uma nova empresa chamada Fiat Industrial SpA. Essa unidade também vai incluir a produção de motores industriais e marítimos. A outra empresa, a Fiat SpA, ficará com as marcas automotivas e uma participação de 20% na Chrysler.
Uma vez concluída a separação, em 1º de janeiro de 2011, o plano é que as ações da Fiat Industrial sejam listadas na Bolsa de Milão dois dias depois. As ações da CNH já são negociadas nos EUA. A família Agnelli, fundadora da Fiat, detém uma participação controladora de 30,42% do conglomerado, através da holding Exor Spa. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Álvaro Campos, Agência Estado.