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Aço causa queda de braço entre montadoras e usinas

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Giovanna Riato

23 mar 2011

3 minutos de leitura

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Giovanna Riato, AB

Com o anúncio de um novo aumento no preço do aço de até 10%, montadoras e usinas retomam a briga pela defesa dos setores. As fabricantes de veículos já adiantaram que não devem aceitar o reajuste com facilidade. “Muitas montadoras já têm contratos fechados para o ano e o aumento representaria uma quebra. Vamos brigar se houver uma alta”, declarou Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, em coletiva de imprensa no início de março.

O dirigente da associação afirma que a elevação dos preços deve resultar em aumento das importações da matéria-prima. Na visão do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) o cenário é diferente. “O preço subiu no exterior e hoje fica apenas entre 15% e 20% mais baixo do que no Brasil. Não existe mais vantagem na importação”, afirma o presidente da entidade, Carlos Loureiro. Para ele, com os custos de logística, de estoque e o imposto de importação, trazer o insumo do exterior já não é mais um bom negócio.

A isenção do imposto de importação seria uma forma de viabilizar as compras das montadoras no exterior mas, na visão de Loureiro, as chances de isso acontecer são pequenas. “O governo já está com déficit na balança comercial. Também há a expectativa de as usinas chegarem a bons resultados para investir no País”, avalia.

O executivo explica que a alta no preço do insumo é, na verdade, a retirada de descontos concedidos no meio do ano passado, quando o aço importado ainda representava uma vantagem. “Esta elevação será motivada por uma questão de mercado – como não compensa importar, há espaço para aumentos no mercado interno. Se fosse uma questão de reajuste nos custos a expansão seria de 17% a 20%”, acredita.

O dirigente defende que as usinas estão com as margens pressionadas. Segundo ele, a expansão dos preços tem em foco a alta de 20% do minério de ferro programada para 1º de abril. Loureiro prefere não opinar sobre as negociações das usinas com montadoras. “Há questões estratégicas nos contratos e pode haver acordos internacionais”, explica. A única certeza do executivo é que, mais uma vez, a negociação será uma “queda de braço entre dois setores poderosos”.

Foto: Carlos Loureiro, presidente do Inda – Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço.