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Giovanna Riato, AB
O Instituto Aço Brasil mostrou nesta quarta-feira, 1º, que a perda de competitividade da indústria nacional é uma preocupação comum com o setor automotivo. A entidade divulgou a expectativa de desempenho para este ano na abertura do Congresso Brasileiro do Aço, que acontece em São Paulo até 3 de junho.
Segundo a entidade, o Brasil caminha para a desindustrialização. Exemplo disso é que a participação da indústria no Produto Interno Bruto foi de 15,8% em 2009 e 2010, índice mais baixo desde 2000, data mais distante considerada no levantamento do IABr.
Outro indicador preocupante é o comércio indireto de aço, que considera o insumo já empregado em mercadorias. Desde a crise financeira de 2008 os volumes de importações indiretas superam o de exportações. Em 2010 as compras externas passaram de 4,2 milhões de toneladas, com alta de 58,7% sobre 2009. Já as exportações indiretas de aço ficaram em torno de 2,6 milhões de toneladas, expansão de 27,5% na comparação com o ano anterior.
“A cadeia toda está sendo prejudicada, veja o setor automotivo. Precisamos corrigir anomalias competitivas”, considera Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do instituto. Um caminho para isso, segundo o dirigente, é ter acesso ao mercado externo mas, ao mesmo tempo, proteger o nacional. Assim, o governo conseguiria garantir que as exportações brasileiras fossem além das matérias-primas e tivessem volumes maiores de produtos manufaturados.
Projeção 2011
O Instituto Aço Brasil espera para este ano um recorde de produção de aço bruto, com 39,4 milhões de toneladas e crescimento de 19,8% sobre o registrado no ano passado. A expectativa é exportar 12,8 milhões de toneladas, alta de 42,6% sobre 2010. Já a previsão para as importações é de 3,4 milhões de toneladas e retração de 42,4%. A entidade espera ainda que as vendas internas cresçam 18,6%, para 24,6 milhões de unidades.
