
As ações da Tesla caíram 8% nas negociações de pré-mercado dos EUA nesta quarta-feira, depois que a margem de lucro da fabricante de veículos elétricos caiu para uma mínima de cinco anos, aumentando a urgência de fabricar veículos de menor preço para impulsionar as vendas em vez de depender de cortes de preços.
Os cortes de preços e os incentivos da Tesla para aumentar as vendas em um mercado altamente disputado levaram a margens brutas automotivas para 14,6% no segundo trimestre, abaixo das estimativas dos analistas de 16,29%, segundo a Visible Alpha. As informações são da Reuters.
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“Até que a Tesla consiga iniciar a produção de modelos mais baratos, o que espera-se para o primeiro semestre de 2025, acreditamos que os preços/incentivos podem continuar sendo uma alavanca de demanda importante e pesar nas margens”, disseram analistas do Goldman Sachs em nota.
O preço das ações da empresa caiu 7,9%, para US$ 226,40, no início do pregão de pré-mercado nos EUA, indicando que a Tesla pode perder cerca de US$ 63,7 bilhões em valor de mercado.
As entregas de veículos da Tesla caíram por dois trimestres consecutivos, já que a falta de modelos acessíveis levou os consumidores para outras montadoras de veículos elétricos.
Desconto de rivais afeta resultados
Esses rivais, disse o CEO Elon Musk em uma teleconferência após os resultados, “deram descontos substanciais em seus veículos elétricos, o que tornou a situação um pouco mais difícil para a Tesla”.
Ao longo dos anos, Musk promoveu a Tesla como uma empresa de tecnologia, com a direção autônoma como o carro chefe. Ele disse na terça-feira que ficaria chocado se não houvesse veículos Tesla autônomos no ano que vem.
“Estamos preocupados com a capacidade da empresa de garantir aprovações regulatórias e não vemos o cronograma de 2025 como realista”, disse Tom Narayan, do RBC.
Ações caíram quase 1% este ano
O resultado líquido é que os analistas, em média, ainda classificam a ação como “neutra”, embora a meta de preço médio de US$ 212,50 indique que eles esperam que o valor caia 13% nos próximos meses, mostram os dados.
As ações caíram 0,85% neste ano até o fechamento de terça-feira, em comparação com um aumento de 16% no S&P 500.