O sindicato marcou nova assembléia para quinta-feira e espera utilizar os resultados obtidos para negociar com o setor de autopeças. A entidade entende que o acordo com as montadoras foi o melhor do Brasil e servirá de referência.
Sérgio Nobre, presidente do sindicato, disse que a missão dos trabalhadores dos grupos 2, 3, 8, Fundição e 10 (que tem data base em novembro) é fazer pressão, com assembleias e paradas na produção.
“A companheirada tem que ir para cima, pois reforça nossa posição na mesa de negociação”, afirmou. Para ele, o acordo só foi possível com a mobilização da categoria, que na semana passada promoveu uma semana de luta, com paradas diárias da produção e manifestações de rua.
Acordo
O acordo dos metalúrgicos com as montadoras restabelece reposição da inflação de 4,44% e aumento real de 2%, num total de 6,53%, a partir de 1º de setembro.
O abono de R$ 1.500,00 será pago em 25 de setembro e se estenderá aos trabalhadores afastados que trabalharam mais de 120 dias entre 1º de janeiro e 31 de dezembro.
Os aprendizes que estão na parte teórica vão receber R$ 500,00 e os que estão na parte prática vão receber R$ 1.000,00. O piso passa para R$ 1.275,00. Para os salários acima de R$ 7 mil será aplicada parcela fixa de R$ 457,10, mais o abono de R$ 1.500,00.
Fonte: artigo de Raquel Camargo no site www.smabc.org.br