
-Veja aqui os dados da Anfavea
O número é 21,9% superior ao registrado em julho e ainda 9,2% maior do que o do mesmo mês de 2014. No acumulado do ano os negócios cresceram 10,5%, somando 259,9 mil unidades. Houve crescimento nos negócios internacionais de todas as categorias. As exportações de veículos leves aumentaram 10,7%, para 241,9 mil carros. A de caminhões avançou 9,6% e chegou a 13,5 mil unidades. Já os negócios das fabricantes de ônibus cresceram 5,3%, para 4,5 mil chassis.
A performance não foi tão positiva em valor. Os negócios cresceram 12,3% em agosto sobre o fraco resultado de julho, para US$ 216,4 milhões. Ainda assim, o montante é 18,2% inferior ao do mesmo mês do ano passado. No acumulado dos oito meses do ano há queda de 16,9%, para US$ 1,73 bilhão. “O nosso objetivo é igualar a nossa performance em valor com a que tivemos em volume”, aponta Luiz Moan, presidente da Anfavea.
Segundo ele, a diferença reflete mudança no mix de produtos exportado, com menor presença de veículos comerciais e máquinas agrícolas, que têm preço mais elevado. O executivo acredita que o programa Mais Alimentos Internacional ajudará o setor a equilibrar os resultados. “Foram aprovadas verbas para exportações a países da África e ao Caribe, o que nos ajudará a vender mais máquinas”, destaca.
NOVOS ACORDOS
Moan comemora a renegociação do acordo automotivo com o Uruguai, que amplia a cota de veículos que o Brasil pode exportar sem pagar imposto de importação (leia aqui). Ele sinaliza que deve ser fechado ainda nas próximas duas semanas parceria com a Colômbia no setor. “O governo federal terá uma última reunião com as autoridades do país para anunciar os novos termos da relação comercial.”
O presidente da Anfavea garante que há perspectiva de que que sejam definidos novos termos em acordos automotivos com o Peru e com o Paraguai. Com este último, apesar de os carros brasileiros serem isentos de imposto de importação, a penetração no mercado é pequena porque é autorizada a importação de veículos usados, com isso cai a demanda por carros novos. “O governo começou agora negociação para derrubar as barreiras às exportações brasileiras”, conta.
PROJEÇÃO
Enquanto as vendas e a produção de veículos caem, as exportações se mantêm como a única área em que a indústria local tem conquistado resultados positivos em 2015. A projeção oficial da Anfavea indica que o ano terminará com crescimento de 1,1,% nas vendas internacionais, para 338 mil unidades. Ainda assim, Moan acredita que, com a evolução dos acordos automotivos com outros países, este número deve ser superado.
