A informação vem da agência de notícias Automotive News, que ouviu do analista Efraim Levy, da Standard and Poor’s a afirmação: “Estamos em uma depressão automotiva”. A constatação óbvia reflete o desânimo que se abateu sobre a indústria automobilística à medida que o consumidor foge das concessionárias depois de ver o valor de suas residências e poupanças despencar.
As vendas totais no mercado norte-americano foram de 689.794 unidades em fevereiro, apenas 3,4 vezes o volume comercializado no Brasil em fevereiro (199.402 unidades). Essa relação já foi pelo menos o dobro.
A General Motors foi a campeã das perdas – suas vendas caíram 52,9% em fevereiro em comparação com o mesmo mês do ano passado, para 127.296 veículos. A Toyota divulgou queda de 37,3% nas vendas nos EUA no mês passado (109.583 unidades) e já abriu um programa de demissões voluntárias, além de adiar a abertura de uma fábrica no Mississipi. No Japão a empresa solicitou um empréstimo de US$ 2 bilhões ao governo para alimentar seu fluxo de caixa financeiro.
As vendas da Ford (99.400 veículos) registraram queda de 48% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado. No mesmo período o declínio registrado pela Volkswagen foi de 17,5%, com a comercialização de 13.660 veículos.
Parte das informações, reproduzidas pelo Estadão, é da Dow Jones.