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Agência Estado e Redação AB
O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, admitiu na sexta-feira, 15, a possibilidade de o governo reduzir a mistura de etanol anidro na gasolina até o fim de setembro, para evitar um possível impacto nos preços do combustível. “Estamos estudando isso constantemente e acreditamos que poderá ser feito antes do término da safra (de cana-de-açúcar)”, afirmou Lobão. Em seguida, frisou: “Veja bem, (eu) não disse que será, mas que pode ser.”
Segundo o ministro, a ideia é adotar a mesma estratégia utilizada ao acionar usinas termelétricas para poupar os reservatórios de hidrelétricas nos períodos de estiagem. Como diversas projeções apontam que a produção de etanol este ano poderá ser insuficiente para atender o mercado plenamente, a redução da mistura na gasolina serve para aumentar a disponibilidade do biocombustível puro e evitar que a eventual alta no preço contamine o valor do combustível derivado de petróleo.
“O problema é que a demanda cresceu muito e a oferta (de etanol) não acompanhou”, reconheceu Lobão em entrevista após participar de posse dos dois novos diretores da Agência Nacional do Petróleo (ANP), no Rio de Janeiro.