
A expectativa dele é de que uma melhora efetiva das vendas aconteça apenas em 2018, após a eleição de um novo presidente para o Brasil. “No início de 2015 as pessoas não esperavam deterioração tão grande da economia, então tinham compras programadas. Agora, nestas condições, não há planejamento para investir na aquisição de veículos nos próximos meses”, lamenta.
INOVAR-AUTO NO HORIZONTE
Apesar do cenário, o executivo acredita que tudo está nos trilhos para que o Inovar-Auto aconteça dentro dos prazos programados, com as primeiras verificações das metas de eficiência energética a partir de outubro de 2016. “Pode ser que o governo segure algumas exigências novas, mas o que está previsto no programa vai seguir”, acredita.
Orikassa destaca que, mesmo antes das medições, houve mudança de patamar dos carros vendidos no Brasil, com redução de consumo de combustível e de emissões de poluentes. “Cada empresa tem a sua estratégia, mas percebemos a média melhorando muito. Ninguém quer correr o risco de pagar as multas elevadas pelo descumprimento das metas de eficiência energética.” Mesmo sem apresentar dados, o presidente da AEA assegura que o movimento fica claro quando observados os índices do Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro.
A entidade tem oferecido embasamento técnico para que o governo tome decisões para o programa. Orikassa conta que, com o momento político conturbado, ainda está distante o planejamento de uma possível segunda fase para o Inovar-Auto. Ainda assim, a entidade sugere melhorias para o programa, que poderão ser implementadas ainda nesta etapa.
A primeira delas, já adotada, é oferecer algum benefício para carros que contem com dispositivos capazes de melhorar a eficiência energética, mas cujo efeito não pode ser medido em laboratório, como o sistema Start-Stop e o indicador de troca de marchas no painel dos carros. O próximo passo é criar condições diferenciadas para veículos comerciais leves. “Hoje as metas são iguais para automóveis e para comerciais leves. Queremos seguir o exemplo das legislações da Europa, Estados Unidos e Japão, que dão limites menos rigorosos para modelos comerciais”, esclarece.
