“A engenharia brasileira vem ganhando importância desde o Proálcool, nos anos 1980, de depois com a tecnologia flexfuel, no início de 2000. Mas, com o novo regime automotivo, ela teve destaque sem precedentes na história da indústria automobilística nacional”, avalia Megale.
Para esmiuçar o novo regime, a associação realizou em 2013 seminários de emissões, de eletroeletrônica e de segurança veicular, simpósios internacionais de engenharia automotiva (Simea), de combustíveis, de lubrificantes, aditivos e fluídos, além de 18 cursos presenciais e dois online e de duas premiações (Prêmio AEA de Meio Ambiente e Prêmio AEA Destaque Novos Engenheiros). Fora isso, os trabalhos das comissões técnicas envolveram mais de 700 engenheiros e técnicos automotivos. Sem deixar temas como reciclagem veicular e renovação de frota de fora dos debates.
De todas as atividades correlacionados ao Inovar-Auto, a AEA diz que a mais importante foi a criação do “Grupo de Trabalho Especial de Inovação”, uma iniciativa da associação em parceria com a ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras) e a Inventta BGI, consultoria em inovação tecnológica. Este grupo ganhou apoio da Anfavea, a associação dos fabricantes de veículos, e também do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).
Juntos, os participantes do grupo começaram em 2013 e continuarão em 2014 a formatação de um manual técnico que ajudará as empresas a entenderem como deverão trabalhar diante do novo regime. Megale promete publicá-lo ainda no ano que vem com apoio dos ministérios : “Este documento é muito importante ajudará, sem dúvida, as empresas direcionar os dispêndios necessários. É com esse espírito de atender a demanda do Inovar-Auto que a AEA, no ano que vem, quando completa 30 anos, vai reforçar ainda mais o seu portfólio de produtos e serviços a favor da modernização da indústria automobilística brasileira.”