
A 7ª edição do Prêmio AEA de Meio Ambiente recebeu 38 inscrições, nas categorias Tecnologias Otto, Tecnologias Diesel, Responsabilidade Ambiental, Responsabilidade Social e Acadêmica. Os trabalhos foram analisados por uma banca de jurados, coordenada por Alfredo Castelli, diretor da AEA.
Na categoria Tecnologias Otto, foi escolhido como o melhor trabalho o coletor de admissão fabricado com material reciclado quimicamente e que reduz emissões de CO2, dos autores Sergio Villalva, Alisson Portella, Fernando Windlin e Marcelo Cavaglieri, todos da Magneti Marelli.
As menções honrosas nesta categoria ficaram para o projeto de uma bomba de óleo variável que reduz o consumo de combustível, de Fernando Yoshino, Marcelo Garcia e Raphael Rascio, da Mahle Metal Leve, e o desenvolvimento de motor a combustão interna com aproveitamento de resíduos do lixo e do biogás (CH4) para geração de energia elétrica, de Fernando Célio de Deus, da Fiat Automóveis.
Na categoria Tecnologias Diesel, o estudo do impacto das tecnologias de sistemas de injeção diesel nas emissões de veículos off-highway, dos autores Ricardo Wiens e Luigi Andreatta, da Robert Bosch, foi eleito o melhor.
Marcelo Gallão e Valdir Rozalem, ambos da Scania Latin America e autores do trabalho “Regeneração de energia de teste de motores”, foram os grandes vencedores na categoria Responsabilidade Ambiental. As menções honrosas nesta categoria foram para “Ecofactory – tecnologias e inovações da nova Toyota Sorocaba”, de André Hirose, da Toyota, e “Sustentabilidade com redução da emissão de CO2 e autossuficiência da energia consumida pela planta fabril de Sumaré-SP”, de Arthur Signorini, da Honda Automóveis.
Na categoria Responsabilidade Social, o trabalho vencedor foi o de um sistema de boia que capta e maneja a água de chuva para reaproveitamento, de José Dias Campos, do Centro de Educação e Formação Social. Uma das menções honrosas também foi para José Dias Campos, com o trabalho “Bomba d´água trampolim”. E a outra foi para Mariana Ignatios, da Associação São Carlense de Ciclismo, autora do trabalho “Projeto social Pedal Consciente”.
Na Acadêmica, o trabalho escolhido foi o que prevê a geração de energia e produção de nanotubos de carbono a partir de resíduo da produção de etanol, de Joner Oliveira Alves, da Aperam South America, e Jorge Alberto Soares Tenório, da Universidade de São Paulo. Nesta mesma categoria, as menções honrosas foram entregues para o projeto “Potencial de redução de combustível através do mapeamento das perdas energéticas do motor”, dos autores Marcia Fernandez, Eduardo Tomanik e Renato Zampa Carlini, do Centro Tecnológico Mahle Metal Leve, e do professor Marcelo Massarani (USP), e para o trabalho “Desenvolvimento de um motor ciclo stirling para geração de energia elétrica a partir da biodigestão de rejeitos orgânicos”, de Thomas Güntert, André de Melo, Gustavo Storch, Marco de Paiva e Vinicius da Silva, da Escola de Engenharia Mauá.
HOMENAGEM
Pela participação na história da tecnologia flex no País, a AEA homenageou as entidades Anfavea, Abraciclo, Sindipeças e Unica. No grupo de empresas foram reconhecidas Basf, Delphi, Fiat, Ford, GM, Honda, Magneti Marelli, Mitsubishi, Moto Honda, Nissan, PSA Peugeot Citroën, Petrobras, Renault, Robert Bosch, Toyota, Umicore, Volkswagen e Yamaha. Cetesb e Ibama foram as homenageadas do governo.
Antonio Megale, presidente da AEA, declarou: “A tecnologia flex, que acaba de completar uma década, foi e é fundamental ao Brasil e aos engenheiros automotivos brasileiros. Por esse motivo, nada mais justa esta homenagem àqueles que contribuíram com a tecnologia que auxilia a melhorar o meio ambiente.”