
A espanhola Aena assinou contrato de concessão de bloco composto por 11 aeroportos, incluindo o de Congonhas (SP), nesta terça, 28. Com isso, a empresa se torna a maior operadora de terminais aéreos do Brasil. Em agosto do ano passado, a companhia havia arrematado por R$ 2,4 bilhões os equipamentos de infraestrutura, em leilão da B3.
Assim que forem efetivados pagamentos da outorga, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), dará início à transição da gestão dos aeroportos. Além de Congonhas, a Aena passará a administrar Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã (MS); Santarém, Marabá, Parauapebas e Altamira (PA); e Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG).
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A Aena deverá apresentar planos operacionais, de treinamento de pessoal e comunicação com a comunidade aeroportuária. Tudo isso deve ser entregue em até 40 dias após o início do processo. A Anac tem o mesmo prazo para analisar todas as estratégias apresentadas. Com tudo aprovado, os novos gestores passam a trabalhar em conjunto com os gestores atuais da Infraero, em um período de operação assistida.
Em um primeiro momento, a concessionária de origem espanhola passa administrar os aeroportos com circulação inferior a um milhão de passageiros por ano. Na sequência, inicia a gestão dos terminais com mais de um milhão de embarques e desembarques, como é o caso de Congonhas. Segundo comunicado, a Aena deve operar todo o bloco já no terceiro trimestre deste ano.
Maior operadora aeroportuária do mundo em número de passageiros, a Aena já administra, desde 2020, a concessão de seis aeroportos da região Nordeste: Recife (PE), Juazeiro do Norte (CE), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Aracaju (SE) e Maceió (AL). Em 2019, os seis aeroportos somaram 13,7 milhões de passageiros. A empresa é ainda responsável pela gestão de 46 aeroportos e dois heliportos na Espanha, além de controlar 51% do terminal de Londres-Luton, na Inglaterra. A Aena também opera terminais no México, na Colômbia e na Jamaica.