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AGC Vidros investe R$ 800 milhões em sua primeira fábrica no Brasil

Giovanna Riato, AB
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Giovanna Riato

18 abr 2012

2 minutos de leitura

A AGC Vidros lançou quarta-feira, 18, a pedra fundamental da sua primeira fábrica no Brasil, que começa a operar no segundo semestre de 2013 em Guaratinguetá, no interior de São Paulo. A cerimônia contou com a presença do presidente do grupo japonês, Kazuhiko Ishimura, e do presidente da companhia para o Brasil, o executivo italiano Davide Capellino. Com investimento de R$ 800 milhões, a empresa fornecerá vidros para o setor automotivo e de construção civil.

Até 2016 o projeto prevê capacidade produtiva de 500 mil conjuntos por ano, incluindo para-brisas, vidros laterais e traseiros para automóveis. Capellino afirma que o objetivo é fornecer 30% das encomendas de vidros das montadoras no País, uma participação equivalente a que a companhia detém no mercado internacional. “Estamos em contato com todas as fabricantes de veículos e já temos contratos fechados”, revela, sem revelar quais. Normalmente, o fornecimento de vidros representa um gargalo ao crescimento da produção automotiva no Brasil, pois existem poucos fornecedores e aumentos de capacidade requerem grandes investimentos. Nesse sentido, a AGC poderá aproveitar a expansão das fábricas.

A estratégia é começar com o fornecimento para as montadoras e depois desenvolver produtos específicos para o segmento de reposição automotiva. A empresa pretende investir na qualidade do atendimento para ganhar mercado. Outro diferencial deve ser a oferta de produtos inovadores, que agregam tecnologia ao veículo. Um exemplo é um para-brisa especial que reduz em um terço a transferência de calor para o habitáculo.

“O setor automotivo está em processo de mudança no Brasil. Estamos prontos para muitos desafios técnicos de design e de eficiência energética”, afirma Capellino, que garante estar empenhado no desenvolvimento de fornecedores e parceiros locais. O novo regime automotivo, anunciado no início de abril, também poderá ser um impulso para os negócios da empresa. O pacote de medidas de estímulo incentiva as montadoras a comprar mais componentes localmente e a investir em inovação.

EXPANSÃO EM EMERGENTES

A construção da primeira unidade na América do Sul integra a estratégia da AGC para ampliar os negócios em mercados emergentes. Atualmente, a maior parte do faturamento está na Ásia. Em seguida vem América do Norte e Europa. O objetivo é que, em 2020, as economias em ascensão tenham participação de 30% nas vendas globais do grupo. A intenção é reforçar a presença na China, Índia e Rússia, onde a organização já está, e fazer uma ofensiva em outras regiões. Outra meta é que 30% do total comercializado seja de produtos com apelo sustentável.

Inicialmente a produção nacional da AGC abastecerá apenas o mercado interno, mas há folga para ampliar os volumes. Capellino aponta que o terreno adquirido pela companhia tem quase 1 milhão de metros quadrados e terá apenas 100 mil metros quadrados de área construída. “Não temos limitações ao nosso crescimento”, afirma.