
“Existe uma disputa por participação de mercado acirrada entre Mercedes-Benz e Volkswagen nos segmentos de caminhões em que atuamos. Temos uma boa cabine, premiada, mas é difícil competir com essas empresas”, afirma o diretor de vendas da Agrale, Flávio Crosa.
“Já nos chassis pequenos para ônibus temos cerca de 50%”, recorda Crosa. “Na Argentina, onde somos fabricantes, temos 35% do mercado de midiônibus”, diz Crosa. Para esses modelos, a preferência dos argentinos, segundo o executivo, recai sobre coletivos com piso baixo, motor traseiro e câmbio automatizado.
SEGMENTO AGRÍCOLA
Em 2014, a fabricante gaúcha manteve a venda máquinas agrícolas em um nível aceitável. Apesar de o segmento de tratores de rodas ter recuado 14,8%, os produtos Agrale tiveram queda bem menor, 2,8%: “Lançamos modelos no segmento de tratores médios, que têm maior volume de vendas. Foi o que nos permitiu manter o número estável.”
Para 2015, Crosa acredita que o mercado total de máquinas agrícolas fechará abaixo de 50 mil unidades. Mas prevê a venda de cerca de 2,5 mil tratores Agrale, o que representaria alta de 19,8% sobre o bom ano de 2013.
JIPE MARRUÁ E EXPORTAÇÕES
Entre os negócios da Agrale está o jipe Marruá, cujo mercado interno está concentrado nas Forças Armadas. Mineradoras e companhias energéticas também são clientes pela capacidade fora de estrada do veículo. “Este ano venderemos entre 800 e mil jipes. As exportações vão responder por um volume pequeno, em torno de 200 unidades.”
Recentemente, a empresa gaúcha fechou acordo de fornecimento de 141 unidades do Marruá para o exército da Namíbia. As primeiras 60 unidades chegarão a Walvis Bay (principal porto do país) ainda neste mês.
VEJA A ENTREVISTA COM FLÁVIO CROSA