
Estão de fora desses planos os projetos como o utilitário Marruá elétrico (parceria com a Itaipu) e o ônibus diesel-elétríco Hybridus. A Agrale tem como norma investir anualmente 3% do faturamento bruto em pesquisa e desenvolvimento. “Temos hoje 100 pessoas trabalhando na área técnica”, destaca o diretor industrial Ércio Lutkemeyer.
FATURAMENTO RECORDE
A busca pela especificidade é um dos trunfos da Agrale, que estabelecerá em 2012 um recorde histórico de faturamento em 50 anos de atividade, de R$ 1 bilhão, previsto para este ano, 12% acima da receita obtida em 2011, mesmo considerando fatores adversos como a retração de vendas de ônibus e caminhões devido à nova legislação Proconve P7.
Flávio Crosa, diretor de vendas, projeta 2013 melhor com o retorno da produção de caminhões no País ao patamar acima de 155 mil unidades (ante 135 mil estimadas para 2012) e de ônibus acima de 31 mil unidades (ante 28 mil projetadas para este ano). “Acredito que no próximo ano o mercado já assimilará melhor a motorização Euro 5”, prevê o executivo.
EXPANSÃO
Para se adequar aos novos tempos, a Agrale está investindo R$ 10 milhões em obras civis para a ampliação em mais 6 mil m²da unidade 2, onde está concentrada a expedição e a operação de montagem dos caminhões Navistar, e mais 1,5 mil m² para a unidade 3, onde ocorre a produção de chassis para os utilitários Marruá.
O novo espaço da unidade 2 será utilizado para a montagem do novo chassi de ônibus de 17 toneladas, que necessita de espaço maior, e também para a armazenagem de materiais e de componentes. O início da produção está marcado para março de 2013. Até o momento foram montados seis protótipos encarroçados pela Comil, Neobus e Marcopolo.