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Air bag será componente obrigatório nos carros novos

O airbag frontal será item obrigatório para o motorista e passageiro nos novos projetos de carros um ano após o Contran publicar as especificações do componente. Os modelos zero-quilômetro já existentes deverão incorporar o dispositivo até 2014. Lei sobre o assunto, sancionada pelo presidente Lula, foi publicada ontem, 19, pelo Diário Oficial.
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20 mar 2009

2 minutos de leitura

A medida elevará o custo dos veículos, mas foi bem recebida pelo fato de contribuir para salvar vidas. O Cesvi Brasil – Centro de Experimentação Viária estima que haveria 490 mortes e dez mil feridos a menos por ano caso toda a frota nacional estivesse equipada com airbags. José Aurélio Ramalho, diretor da entidade, afirmou a Automotive Business, no entanto, que o cinto de segurança é o elemento mais importante para a segurança dos passageiros. Sem o uso dele o airbag não cumpre totalmente sua finalidade.

A jornalista Cleide Silva escreve no Estadão de hoje, 20, que o airbag custa de R$ 1,5 mil a R$ 2,5 mil e equipa de 20% a 25% dos carros novos vendidos no país. Este ano podem ser comercializados 530 mil veículos com airbags. O equipamento é produzido hoje pela Takata, de Jundiaí, e pela Autoliv, de Taubaté, em ambos os casos com boa parte de componentes importados. Os airbags importados da TRW equipam no país o Renault Logan e Sandero, Citroën C3, Fiat Stilo, Fiat Palio, Renault Clio e Fiat Punto.

A obrigatoriedade do airbag deve provocar uma redução expressiva no custo de produção do dispositivo e pelo menos a TRW Automotive, de Limeira, SP, já havia anunciado investimento de R$ 15 milhões para a fabricação local de 120 mil unidades/ano destinadas ao mercado interno – ainda em 2009. O projeto está sendo revisto.

Wilson Rocha, diretor de vendas e engenharia da TRW, afirmou no ano passado que pretende conquistar 27% de participação no mercado brasileiro de airbags até 2012. Ele informou na ocasião que 25% dos veículos fabricados no país possuem airbags (destes, 20% são picapes, 62% veículos de porte médio e 18% veículos populares) e defende seu uso obrigatório como item de segurança, capaz de reduzir o número de mortes em acidentes de trânsito.