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Airbus desenvolve motor a hidrogênio para aviões

Célula de combustível pode ser usada em aeronaves comerciais com até 100 passageiros
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Redação AB

07 dez 2022

2 minutos de leitura

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A Airbus avisa que está focada no desenvolvimento de uma célula de combustível de hidrogênio projetada para aviões. O objetivo é usar um motor elétrico como nos carros movidos à pilha de combustível, mas emitir apenas água (H20).

Segundo a companhia, o motor a hidrogênio pode ser usado em aviões comerciais com capacidade para transportar até 100 passageiros em aproximadamente 1.150 milhas (aproximadamente 1.850 km).

Aviões a hidrogênio para voos regionais

A Airbus planeja testar o motor em sua aeronave A380 MSN1, “atualmente modificada para transportar tanques de hidrogênio líquido”. No entanto, a tecnologia parece ser projetada para aviões menores, que usam motores de hélice mais eficientes em vez de motores a jato e voltados para voos regionais. 


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“As células de combustível são uma solução potencial para nos ajudar a alcançar nossa ambição de emissão zero, e estamos focados em desenvolver e testar essa tecnologia para entender se é viável para a entrada em serviço de uma aeronave de emissão zero em 2035”, afirma o vice-presidente da Airbus para aeronaves de emissão zero, Glenn Llewellyn. 

Rolls-Royce testa motor que queima hidrogênio

Na contramão da Airbus, a Rolls-Royce anunciou recentemente que obteve sucesso nos testes de um motor a jato movido à queima direta de hidrogênio, outra tecnologia possível para o futuro transporte aéreo. A empresa converteu um Rolls-Royce AE 2100-A, motor de aeronave regional usado em aviões de turboélice, para trabalhar com a nova fonte de combustível. 

Ainda existem alguns obstáculos importantes a serem superados antes que o hidrogênio possa ser usado para alimentar aviões. É necessário quatro vezes mais hidrogênio do que o combustível comum em peso para a mesma faixa, e o combustível deve ser mantido sob pressão.

Ainda assim, pode ser a única opção disponível para aeronaves em um futuro próximo, já que a tecnologia da bateria ainda agrega excesso de peso às aeronaves.