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Gustavo Porto, Agência Estado
Com um crescimento anual de 25% ao ano, o mercado de aviação comercial da América Latina assumirá, em 2011, a liderança no faturamento da Embraer, com entre 30% e 35% da receita estimada, e superará tradicionais regiões, como Europa, Estados Unidos e Ásia. Segundo o diretor para a América Latina de Aviação Comercial da companhia, Eduardo Munhós de Campos, a crise financeira mundial de 2008 e o avanço da aviação regional, principalmente no Brasil e na Colômbia, são os fatores principais para a expansão latino-americano.
“O mercado mundial cresce 5% ao ano e em alguns casos houve retração; depois da crise, clientes dos Estados Unidos e da Europa postergaram pedidos, enquanto no Brasil e na Colômbia muitos pediram para antecipar entregas”, disse o executivo, que participa nesta terça-feira, 9, de um evento promovido pela Passaredo Linhas Aéreas, em Ribeirão Preto (SP).
Munhós afirma que o fenômeno do crescimento da aviação comercial na América Latina é recente. Segundo ele, até 2007 empresas da região tinham uma pequena participação nas encomendas da empresa. No ano 2000, de acordo com o executivo, Estados Unidos, com 50% e Europa, com 30% do mercado, praticamente dominavam os destinos de entregas da Embraer.
Só para o Brasil, a Embraer prevê entregar 35 aeronaves em 2011, para as companhias Passaredo, Azul e Trip, justamente as empresas de aviação que mais crescem no País porcentualmente. De janeiro a setembro de 2010, a Passaredo saltou 152% em volume de passageiros, a Azul, 88,9% e a Trip, 78,2%, ante igual período de 2009. O mercado brasileiro cresce 16% desde 2000, saltará 25% em 2010 e entre 2011 e 2014 o ritmo de alta deve ficar praticamente estável, em 14% ao ano.
Com um faturamento de US$ 10 bilhões, a Embraer é a principal companhia mundial em jatos até 120 assentos, com 77% do mercado da América Latina e 42% do mundo. Nesse cenário, a Embraer aposta no avanço da aviação regional, principalmente no País, para crescer em 2011, segundo Munhós.
“Em setembro de 2008, TAM e Gol respondiam por 93% do mercado e as outras por 7%. Em 2010, a participação das outras empresas chegou a 18%”, disse. “Cerca de 9 milhões de passageiros devem viajar pela primeira vez em 2011, a tendência no Brasil é de redução da participação na frota dos aviões grandes e, por isso, prevemos um grande crescimento no mercado regional para aeronaves no próximo ano”, concluiu o diretor da Embraer.