Segundo agências internacionais noticiaram na segunda-feira, 11, estão envolvidos no megarecall ao menos três modelos Mercedes-Benz: o sedã Classe C, o SUV GLC e a van Vito, todos equipados com motores diesel Euro 6 e vendidos somente em países da Europa.
Logo após uma reunião com o CEO do Grupo Daimler, Dieter Zetsche, o ministro alemão dos Transportes, Andreas Scheuer, divulgou comunicado informando que a fabricante de veículos se comprometeu em fazer uma atualização do software que controla o sistema de emissões dos veículos envolvidos. “Foi ordenado o imediato recall formal devido a funções proibidas de desligamento [detectadas no sistema]”, diz a nota oficial.
A decisão foi comunicada após duas reuniões anteriores entre representantes da Daimler com auditores alemães, nas quais a fabricante de veículos falhou em provar que seu sistema de emissões estava funcionando corretamente. Ao contrário do Grupo Volkswagen, que em 2015 admitiu ter utilizado em 11 milhões de carros um software que fraudava os níveis de gases poluentes de seus motores diesel em bancadas de testes, a Daimler nega ter cometido irregularidades propositais para fraudar suas emissões. Há cerca de um ano a companhia já havia convocado 3 milhões de veículos na Europa para fazer ajustes no software do sistema de emissões diesel.
Ao aceitar fazer o recall com custo estimado por analistas em torno de € 100 milhões – e se isso realmente resolver o problema –, a empresa tenta se livrar de multas pesadas, que no caso da Volkswagen somaram US$ 31 bilhões até agora. Segundo a revista alemã Der Spiegel, o ministro Scheuer teria ameaçado aplicar sanções de € 3,7 bilhões em relação às irregularidades auditadas nos modelos Mercedes-Benz. O recall é uma saída bem mais barata.